Robert Smith: visual gótico e guitarra

Robert James Smith nasceu em 21 de abril de 1959 na Inglaterra. Ele é o cantor, compositor, vocalista e único membro permanente da banda The Cure desde a sua formação em 1976. Além da guitarra, Smith toca também baixo, teclado, contra-baixo acústico, violino, flauta e trompete.

Infância


Smith é o terceiro de quatro filhos do casal Alex e Rita Smith. Seus irmãos são Richard, Margaret e Janet. Janet Smith é casada com Porl Thompson, o segundo guitarrista do The Cure. Ele e Smith alternam entre bases e solos. Robert Smith tem sido casado com seu romance de colégio Mary Poole desde 1988 e o casal optou por não ter filhos.

Casamento de Robert Smith e Mary Poole

Robert Smith foi criado como católico e frequentou Notre Dame Middle School e St. Wilfrid’s Comprehensive School em Crawley. Ele foi um bom aluno e obteve boas notas, mas a partir dos 11 anos quando começou a tocar guitarra o seu foco passou a ser a música. Ele foi influenciado por The Beatles, Nick Drake, Jimi Hendrix (ele tocou uma versão de Foxy Lady em Three Imaginary Boys, primeiro disco do The Cure), The Stranglers, The Ink Spots, Syd Barrett e David Bowie.

The Cure

Quando The Cure foi formada, Robert Smith não era seu vocalista e só passou a ser depois que o vocalista original deixou a banda. No final dos anos 70 e até meados dos anos 80, Smith compôs as músicas do The Cure em um órgão Hammond com um gravador de fita interno incluindo uma versão completa demo de 10:15 Saturday Night.

Robert Smith tem sido o principal compositor e letrista do The Cure em seus 30 anos de existência. Junto com Lol Tolhurst, escreveu músicas como The Lovecats, Let’s Go To Bed e The Walk.

Robert Smith lançou o quinto disco do The Cure, em 1984, enquanto era guitarrista da banda Siouxsie and the Banshees.

Persona e imagem

Nos anos 80, Robert Smith ajudou a popularizar a imagem gótica em seu modo de vestir com seu batom borrado no rosto, palidez, cabelo preto bagunçado, roupas pretas e tênis. De acordo com o baixista Steven Severin do Siouxsie and the Banshees, Smith começou a usar batom com o de Siouxsie Sioux depois que ele usou ópio. Apesar disso, Smith alega ter usado maquiagem desde criança e não gosta que as pessoas associem The Cure ao movimento gótico.

Robert Smith e Siouxsie Sioux: influência de ópio e batom vermelho

Os temas dos primeiros álbuns do The Cure tratavam de depressão, isolamento e solidão. Esses climas sombrios aliados com a persona no palco de Robert Smith consolidaram a imagem gótica à banda. Entretanto, a banda mudou de assustadora para psicodélica com o disco The Top, de 1984.

Em 1986, Smith mudou sua imagem na imprensa ao aparecer em público com cabelo curto espetado e camisas esportivas pólo. Embora as músicas do The Cure sejam depressivas, Smith declarou que não é assim que ele se sente durante a maior parte do tempo, mas que compõe quando está triste.

Estilo vocal

No começo da banda, Smith usou um estilo vocal suave nas demos de 10:15 Saturday Night e Boys Don’t Cry, e um estilo punk frenético em I Just Need Myself. Esses dois estilos foram deixados de lado quando um terceiro surgiu durante a produção do álbum debutante da banda, Three Imaginary Boys, de 1979. Esse novo som dos vocais pode ser ouvido nas versões finais das músicas e foi empregado até o álbum Bloodflowers, de 2000. Embora as pessoas tenham sempre taxado os vocais de Robert Smith de depressivos, ele também conseguiu cantar músicas felizes como Friday I’m In Love e Mint Car.

Estilo de composição

As composições de Robert Smith têm mostrado várias facetas e estilos diferentes durante os anos. No início incorporou paráfrases literárias da novela de Camus L’Etranger em Killing An Arab, metaficção punk em So What, surrealismo em Accuracy, rock/pop em Boys Don’t Cry e I’m Cold, e climas poéticos em Another Day e Fire In Cairo.

O estilo de compor de Robert Smith tomou um rumo mais pop depois de Pornography, quarto disco da banda, de 1982. Até as músicas mais upbeat têm temas dark, como a música In Between Days.

Robert Smith disse em uma entrevista que o som que ele mais gosta de fazer com The Cure é o que cria uma atmosfera. Ele não acha que exista um som típico da banda, mas sim vários sons que mudaram com o tempo e as formações diferentes da banda.

Colaborações

Robert Smith tem feito trabalhos fora do The Cure. Foi guitarrista do Siouxsie and the Banshees em 1979 e de 1982 a 1984. Teve um trabalho paralelo com o baixista dessa banda, Steven Severin, em 1983 chamado The Glove. Em 1980 cantou backing vocals na música The Affectionate Punch no álbum de estreia do The Associates, da gravadora Fiction Records, a mesma do The Cure na época. A música Cut Here, do The Cure, é sobre o suicídio de Billy Mackenzie, vocalista do The Associates, em 1997.

Em 1998, Robert Smith fez um projeto paralelo de uma música, A Sign From God, com Jason Cooper e Reeves Gabrels, guitarrista de David Bowie, sob o nome COGASM para o filme Orgazmo.

Em 2000 Smith contribuiu na faixa Yesterday’s Gone no disco solo de Reeves Gabrels Ulysses (Della Notte).

Em 2003 Smith colaborou com a banda pop punk Blink-182 na música All Of This.

Em 2004 Smith co-escreveu e cantou na música Truth Is da banda Tweaker de Chris Vrenna, antigo programador e baterista da banda industrial Nine Inch Nails e atual tecladista, compositor, produtor e engenheiro de som de Marilyn Manson.

Chris Vrenna com Gabriel Palma em São Paulo, 2007, na cobertura do Hotel Unique

Smith cantou com Junior Jack no hit de boate Da Hype e participou de seu remix no disco Trust It.

Blank & Jones remixaram A Forest com Smith nos vocais.

Smith também foi vocalista e co-autor de Perfect Blue Sky de JunkieXL.

Em 2005 Smith juntou-se com Billy Corgan, vocalista e guitarrista de The Smashing Pumpkins e Zwan, para um cover de To Love Somebody dos Bee Gees no primeiro disco solo de Corgan, TheFutureEmbrace.

Smith também cantou como convidado na faixa Come To Me no disco We Were Exploding Away da banda 65daysofstatic.

Aparições como convidado

Em 1993 Smith apareceu como ele mesmo no programa de comédia da BBC2 Newman & Baddiel In Pieces. Em um cemitério, Smith, que sofreu paródias constantes dos dois comediantes, dizia: “Nunca me senti tão miserável”.

Em 9 de janeiro de 1997, Smith subiu ao palco com David Bowie no concerto para comemorar os 50 anos de David Bowie em Madison Square Garden, Nova York, para fazer duo em duas músicas de Bowie: The Last Thing You Should Do e Quicksand.

Em 2004 Smith foi um dos três apresentadores convidados para John Peel no BBC Radio 1, uma semana antes da morte de Peel. Em novembro Smith subiu ao palco com Placebo no show de arena deles em Wembley para cantar a música de sucesso de Placebo Without You I’m Nothing e Boys Don’t Cry, do The Cure.

Ainda em 2004, Smith cantou em um show com Blink-182 All Of This e Boys Don’t Cry.

Em 2006 Smith com sua banda The Cure juntou-se à banda de new metal Korn em show acústico dessa para mesclar Make Me Bad, de Korn, com In Between Days, do The Cure.

Smith também está em um episódio de South Park, em que batalha com “Mecha” Barbra Streisand em uma luta que destrói por completo a cidade de South Park. Smith se assemelha muito com Mothra dos filmes de Godzilla, mas tem a habilidade do “soco de robô” para nocautear a versão Godzilla (Mecha) de Streisand. Em uma cena, ele chuta Cartman no meio das pernas para conseguir de volta seu walkie-talkie. No final do episódio, quando Smith caminha para o pôr do sol, Kyle opina que Desintegration é o melhor álbum de todos os tempos.

Robert Smith em South Park

Smith também é convidado na trilha sonora de Alice no Pais das Maravilhas de Tim Burton, Almost Alice, na faixa Very Good Advice, um cover de uma das músicas do Alice no Pais das Maravilhas original de 1951.

11 Responses to “Robert Smith: visual gótico e guitarra”

  1. Ana Paula Says:

    Parabéns pelo post, abrangente e elegante! Adoro o The Cure, é uma banda única e o Smith elevou o batom vermelho a outro patamar!😀
    No entanto acredito que eles não deveriam sentir medo de serem “góticos”, já que isso é muito melhor do que ser emo, rsrsrsrs.
    Eu vi o episódio do South Park, não gosto muito do desenho mas este em particular é hilário, um dos melhores! Salvar o mundo da gritaria da Barbra Streisend foi maldoso, mas muito engraçado.
    Viva o The Cure!
    Abraços.

  2. gabrielpalmaguitar Says:

    Obrigado, Ana Paula. Fico feliz que tenha gostado do post. The Cure realmente é uma banda muito boa. E a maquiagem de Robert Smith é um marco na história do rock.
    Eu também não vejo problema nenhum em ser gótico, pelo contrário, acho uma estética muito interessante e sensual.
    Abraços!

  3. Pelo amor de Deus alguem sabe se ´´the cure“ vem o brasil esse ano?eu amo essa banda maravilhosa ,as musicas me fazem chorar eles sao de mais e preciso ir num show deles ia ser o melhor dia da minha vida me respondam por favor quem souber de alguma novidade . Desde ja agradeço ………..

    • gabrielpalmaguitar Says:

      Gisele, desculpe a demora em te responder. É que fui fazer uma pesquisa para saber se The Cure vem ao Brasil este ano ou em alguma data futura. Infelizmente eu não achei nada agendado. Mas assim que eu souber de alguma coisa, eu postarei no meu blog, então não se preocupe!!! The Cure realmente é uma banda muito boa e as músicas deles comovem tanto as pessoas a ponto de fazerem elas chorar!!! Parabéns para eles!!! Vou colocar mais posts sobre a banda no meu blog, então fique antenada e muito obrigado pela sua participação. Ela é muito importante para mim. Gosto de saber o que as pessoas estão pensando do meu trabalho. Algumas pessoas só entram e olham e não deixam comentário. E é muito melhor quando deixam sua opinião. Abraço.

  4. Janette R. Says:

    it’s wonderful u have so many good videos about rob. smith here! which i’ve never seem them before!

  5. Julia Toroxel Says:

    amei o post, está realmente muuuito bom, parabéns!
    the cure é minha banda preferida, eu sou simplesmente fascinada pelas musicas… e por robert smith também!
    pena que eles não vem pro Brasil, meu sonho é ver eles tocando ao vivo… mas enfim, parabéns pelo trabalho!

  6. The Cure pra mim é uma banda de som única,você pode não conhecer a música,mas pelos primeiros acordes já consegue identificar,isso é Cure,além do Robert ser muito talentoso você percebe que ao vivo o cara canta com a alma,se entrega totalmente ao que está cantando,tenho o dvd Trilogy e considero o Desintegration a obra prima da banda,seria um sonho realizado para mim ve- lôs ao vivo!!

  7. excelente trabalho

  8. Ótima materia Gabriel! Aproveito para te convidar a conhecer nossa banda tributo ao Cure. Em http://www.interlude.com.br tem bastante material e áudio, vídeos, release e agenda de shows.

    Um Abraço!

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