Pahlida: acordes com sétima e oitavador em Creepy Night

Segunda formação do Pahlida no Blues Pub, Halloween de 2007: Wolney Andrade, no baixo, Junior Padilha, no vocal, Cassio Parra, na bateria, Gabriel Palma, na guitarra

Pahlida é uma banda que eu tive entre 2007 e 2008 em Brasília. Ela começou comigo e com Junior Padilha, que já tinha uma ideia para a banda, a começar pelo nome, que é um anagrama do sobrenome dele, assim como uma referência à estética gótica. Comigo na guitarra e Junior nos vocais, chamamos dois amigos para tocar: Thiago Piza, na bateria, e Wolney Andrade, no baixo.

Músicas anos 80

Primeiro escolhemos um repertório de músicas dos anos 80 para darmos uma roupagem pesada a elas. Essas musicas foram: Smalltown Boy, do Bronski Beat, Severina, do The Mission UK, What Do You Want From Me?, do Monaco, The One I Love, do R.E.M., Solitude Standing, de Suzanne Vega, e Under The Milkyway, do The Church.  Dessa época, fizemos um registro no estúdio Profi, no complexo de estúdios do Porão do Rock, com Henrique Reis Andrade, então guitarrista da banda Etno, em que meu irmão Tiago Palma toca bateria, na edição de áudio.

Segunda formação

Logo, Thiago Piza saiu da banda para se dedicar a outros projetos e no lugar dele entrou Cássio Parra depois que vimos um anúncio em um painel dos estúdios do Porão. Nele, citava como influência Neil Peart do Rush, que é um ótimo baterista, assim como Cássio se mostrou ser. Passamos a tocar músicas de autoria do Junior, do Wolney e minha.

Creepy Night

Vou comentar aqui sobre uma música que eu fiz chamada Creepy Night. Na época estava influenciado por Rob Zombie, The Misfits e acordes com sétima. Estava tendo aulas de composição com Valéria Klay, formada em música pela Universidade de Berklee de Israel, que me encorajou a usar acordes com sétima. Eu usei no refrão um Sol com sétima em forma de power chord, um acorde com tônica e quinta, dando ao rock um pouco do incremento do jazz.

Vou comentar o solo dessa música. Nele, usei o efeito oitavador, que faz com que a nota suba ou desça uma oitava. Nesse solo, empreguei o oitavador que desce, utilizando o pedal de expressão da minha pedaleira Boss ME-50. Esse efeito veio do pedal Whammy da Digitech, popularizado pelo falecido Dimebag Darrell em músicas do Pantera como Becoming e Suicide Note Pt. 2.

Hoje em dia esse efeito é utilizado por muitos guitarristas, como John 5 na música Dead Man’s Dream. Nessa música, John 5 emprega o oitavador que desce duas oitavas no solo. Ele faz isso de uma maneira muito interessante porque pisa no pedal de expressão na hora em que faz um bend na segunda corda atingindo a nota que toca na primeira corda dando um efeito muito legal.

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