Johnny Winter sacode a Ceilândia

Johnny Winter com sua Erlewine Lazer

Quem não foi ao show do guitarrista de blues texano albino Johnny Winter no Ferrock, na Ceilândia, no sábado dia 15 de maio, perdeu. E muito!!! Embora com problemas de saúde, Johnny tocou sentado durante a apresentação, o carisma e a simpatia do artista consagrado como ícone do blues estavam presentes para o público brasiliense que não acreditava no que estava vendo. “Ele veio”, alguns disseram ao meu redor ainda em dúvida até o último momento se veriam mesmo esse grande ídolo da guitarra americana. Na sua banda de apoio tocaram os músicos Paul Nelson, na outra guitarra, Vito Liuzzi, na bateria, Scott Spray, no baixo.

Johnny tem um visual inconfundível com suas tatuagens que adquiriu aos 40 anos, chapéu de cowboy e camiseta preta contrastando com o branco de sua pele e de seu cabelo cumprido, ambos traços oriundos de sua condição de albino, magrez e altura avantajada, um relógio de ouro e uma guitarra sem mão.

Durante a maior parte do show, Johnny usou essa guitarra, a Erlewine Lazer, feita por Mark Erlewine, a mesma que está na capa do disco Serious Business, um dos 3 CDs que tenho de Johnny na minha coleção. O albino gosta da Lazer porque ela soa como uma Stratocaster e tem a pegada da Gibson. Essa guitarra tem um corpo pequeno e assimétrico, pesa menos de 3 quilos, mede 78 centímetros, tem uma escala de 68 centímetros, 24 casas, um captador humbucker e um single-coil, controle de volume e de tone e um seletor de captador de 3 posições. O segredo para o tamanho compacto da Lazer é uma pestana com uma trava para as cordas no final do braço e uma ponte Wineomatic com afinadores, tudo feito de cromo. As tarraxas de afinação na ponte tornam a guitarra fácil de afinar e dão a ela um visual muito interessante. A ponte lembra um desenho do artista plástico surrealista suíço H.R. Giger que tinha uma adoração por máquinas.

Algumas músicas do show foram Miss Ann, I’m Tore Down, All Over Now, Good Morning, Little School Girl, Black Jack, a emocionante Red House, de Jimi Hendrix, e a ótima She Likes To Boogie Real Low, do disco “Hey, Where’s Your Brother?”, o melhor que já ouvi de Johnny e outro disco da minha coleção que fecha com Captured Live!, um excelente disco ao vivo de 1976, o primeiro que comprei dele. Tenho também o DVD Pieces And Bits, que me apresentou a Johnny Winter e ao seu irmão Edgar Winter, autor da música Frankenstein e cientologista.

Na última música do show, Johnny usou uma Gibson Firebird para fazer slide, sua preferida para isso.

Técnica

Dedeiras e unheiras

Johnny não usa uma palheta convencional. Ele prefere usar uma dedeira e os dedos da mão direita, técnica comum em banjo, lap steel e violão, às vezes chamada de chicken picking ou hybrid picking, usadas no estilo de música do sul dos Estados Unidos como country e rock.

Álbuns oficiais

Compilações (algumas não-oficiais)

  • The Johnny Winter Story (1969)
  • About Blues (1970)
  • Early Times (1970)
  • Before The Storm (1970)
  • Birds Can’t Row Boats (1988)
  • A Rock n’ Roll Collection (1994)
  • White Hot Blues (1997)
  • Winter Blues (1997)
  • Deluxe Edition (Alligator) (2001)
  • The Best of Johnny Winter (Sony) (2002)

Álbuns não-oficiais

  • Austin, TX also known as The Progressive Blues Experiment (1972)
  • Whole Lotta Love (1978)
  • Ready for Winter (1981)
  • Still Blues After All These Years/Live In Chicago (1990)
  • A Lone Star Kind of Day (Relix- Roy C. Ames production) (1991)
  • Jack Daniels Kind of Day (1992)
  • White Lightning (1996)
  • Back in Beaumont (2000)

2 Responses to “Johnny Winter sacode a Ceilândia”

  1. Alessandra Oliveira Says:

    Muito bom esse post!
    Adorei o show do cara, ele mandou muito bem e a banda deu conta do recado! Sou louca por Blues e fiquei emocionada! Melhor ainda foi vê-lo em sua companhia, caro Gabriel!

    Beijos!

    http://aescriba.wordpress.com

    • gabrielpalmaguitar Says:

      Alessandra, ver o show do seu lado realmente fez toda a diferença!!! A gente até pegou o material de promoção e correu para tentar conseguir um autógrafo nos encartes dos CDs. Embora não tenhamos conseguido, valeu a tentativa, mesmo tendo nos perdido um do outro como você estava sem cel. Não esquece de me passar os vídeos e as fotos. Beijos.

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