Workshop do Virgil Donati em Brasília

Acabei de voltar do workshop do Virgil Donati em Brasília. Foi muito bom! Ele tocou várias músicas do seu projeto Planet X, assim como a música Alien Hip-Hop, do disco Serious Young Insects, do On The Virg.

Durante o workshop, Virgil explicou conceitos de como treinar para que seus membros toquem em tempos diferentes. Exemplificou tocando em 5 com o lado esquerdo do corpo e em 7 com o lado direito. Foi realmente impressionante.

Em uma das perguntas da plateia, quem perguntou citou o vídeo da audição do Dream Theater em que Virgil teria dito que ele tocava guitarra e piano. A pessoa perguntou se a aprendizagem desses instrumentos ajudou Virgil com o desenvolvimento na bateria.

“Eu não toco guitarra. Acho que não disse isso”, falou Virgil. “Mas isso não é importante. Foi só uma audição”, completou. “Eu componho no piano, então isso proporciona com que eu faça minhas próprias músicas. Eu adoro compor e tocar piano. É uma das coisas mais queridas por mim. Daí escrevo a partitura para todos os outros músicos”, respondeu.

Em outra pergunta, alguém perguntou quantas horas ele pratica por dia. “Eu tento manter de 2 a 5 horas por dia, mesmo tendo que compor e fazer gravações. Mas o tempo depende de como você se sente e varia de pessoa pra pessoa”, explicou Virgil. “Você tem que praticar muito mais que isso”, disse aos risos da plateia. “Essa foi a minha tentativa de humor”.

Piadas à parte, o evento deu muitos dos melhores bateristas da cidade como Fabio Pereira, César Borgato, Adriel Sorriso, entre outros, e Virgil Donati deu um show que impressionou todos eles! Pude ver na expressão de Fabio que sentou do meu lado que desde o início da apresentação ficou totalmente concentrado chegando a tirar as costas da poltrona.

Logo após as primeiras duas músicas, achei que Virgil já estaria cansado, estando todo suado, e que o show não duraria muito tempo. Mas estava enganado, ele tocaria ainda muitas músicas e nos levaria em uma jornada musical repleta de experiências novas. Algo que me impressionou em Virgil foi a sua paciência e tranquilidade em tocar a bateria apesar da música pesada de fundo e de sua própria pegada pesada.

As músicas eram cheias de tempos quebrados e de notas misteriosas e com tensões que ele minimizava no prato crash. Eu não queria que o show acabasse. Mas após 2 horas de workshop todos estavam satisfeitos com o que viram e ouviram apesar de um ou dois pedidos por mais uma música. Eu fiquei muito feliz com o que presenciei. Fiquei com curiosidade de conhecer melhor o trabalho de Virgil Donati e da música instrumental.

 

 

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