Zakk Wylde em Brasília

Dia do Zakk Wylde em Brasília, 2 de abril de 2019, uma terça-feira. Saí da minha casa na Asa Sul para o show. Primeira vez que fui dirigindo para o Toinha Brasil Show. Liguei o Google Maps. Fui pelo Parque da Cidade.

Saindo de lá, entrei na Estrada Parque Indústrias Gráficas (Epig). Nunca soube que tinha esse nome. Só o Google Maps para me ensinar essas coisas. Depois entrei na Estrada Parque Taguatinga (EPTG), essa uma Estrada Parque famosa.

Em seguida, o Google Maps me disse para entrar à direita para pegar a Saída Sul da Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia). Essa sigla eu pesquisei no Google!

Depois eu não me lembro muito do caminho, mas sei que cheguei lá sem ter que passar pela BR-450 que fica em frente ao Casa Park, que tem um retorno muito difícil de fazer porque tem muitos carros.

Aí eu lembrei que meus pais iam muito lá, no Setor de Oficinas (SOF) Sul, na oficina Germany, para consertar seus carros. Chegando no Toinha, percebi que tinha um clima muito diferente do Kip Winger, que tinha tocado lá na última sexta-feira (29). Estava muito mais cheio!!!

Não tinha lugar para estacionar!!! E o pior: o Google Maps não te leva em frente ao Toinha, mas sim a uma rua paralela. Mas tudo bem. Eu estacionei nessa rua mesmo porque lá tinha vaga.

Fui caminhando com a minha esposa, Renata, para o Toinha. Quando chegamos ao Toinha, fiquei de cara: uma fila gigantesca!!! Mas fiquei confuso: não sabia se a fila era para entrar ou para comprar ingressos.

Fui na bilheteria me informar. Mas, como eu era da imprensa, eles me deixaram entrar direto. O ingresso mais barato era 180 reais, um preço bem salgado. Porém mesmo assim o show estava lotado!!! E numa terça-feira à noite!!!

Imagina se fosse numa sexta-feira ou num sábado!!! Afinal de contas, o Zakk Wylde é guitarrista do Ozzy há 30 anos!!! No dia 17 de março de 2019, morreu Bernie Tormé, guitarrista do Ozzy do qual eu nunca tinha ouvido falar e foi a maior comoção no Twitter.

Em março de 1982, Bernie Tormé foi o primeiro guitarrista a substituir Randy Rhoads, que morreu no dia 19 de março de 1982. Após poucos shows, percebeu-se que o estilo blues de Bernie Tormé não se encaixou com o heavy metal de Ozzy e ele foi substituído por Brad Gillis, do Night Ranger.

Mas na verdade quem é fã de Zakk Wylde é fã da banda dele mesmo, o Black Label Society, que iria tocar no Toinha naquela noite. Para você ter uma ideia, o guitarrista César Logan R, que tocou comigo no Bloodskin, cover do Slayer, em 2014, é fã doente do Black Label Society.

César tem um colete com um back patch do Black Label Society, um adesivo no carro e usa uma Les Paul com captadores EMG, assim como Zakk Wylde. Eu, pra te falar a verdade, não sou fã do Zakk Wylde.

Eu prefiro o Randy Rhoads, ídolo do Zakk Wylde, que morreu precocemente em um acidente de avião, assim como sou fã do Jake E. Lee, que gravou músicas com o Ozzy como Bark At The Moon e Shot In The Dark, mas que foi demitido por Sharon Osbourne, esposa e empresária do Ozzy, por sabe-se lá qual motivo. E o Zakk Wylde é que substituiu o Jake E. Lee.

Na verdade o que me incomoda em Zakk Wylde é o seu estilo ogro, machão, musculoso, motoqueiro. Não me identifico. Eu gosto de um visual mais andrógino de rock ‘n’ roll. Mas eu não sou idiota. Eu sei que o cara toca muito e é respeitadíssimo no mundo do heavy metal.

Mas o Zakk Wylde tem uma grande história com o Ozzy. Os dois fizeram grandes hits juntos, como No More Tears e Mama I’m Coming Home, ambas do disco No More Tears, lançado em 1991. Mas Zakk Wylde não se contentou em apenas ser o sideman do madman.

Ele montou a sua própria banda, o Black Label Society, em que não apenas toca, mas canta também. E, no ano de 1995, Axl Rose, do Guns n’ Roses, chamou Zakk Wylde para tocar no Guns. Na época Ozzy gravava o álbum Ozzmosis. Zakk Wylde gravou o disco, mas Steve Vai chegou a gravar uma música, My Little Man.

Cogitou-se uma turnê do álbum com Steve Vai nas guitarras. Mas, por razões contratuais de gravadoras, não deu certo. Quem fez a turnê de Ozzmosis foi Joe Holmes, ex-David Lee Roth. Zaķk Wylde flertou com a ideia de tocar no Guns n’ Roses, mas, por algum motivo, não deu certo.

Outro substituto de Zakk Wylde no Ozzy foi Gus G. Mas Ozzy e Zaķk Wylde acabaram voltando e tocam juntos até hoje. Mas Zaķk Wylde fez um grande feito porque angariou um enorme número de fãs com o Black Label Society que não vão aos shows dele apenas para ver o guitarrista do Ozzy, mas o próprio Zakk Wylde.

Tragédia anunciada

E em Brasília não foi diferente. As massas estavam lá para vê-lo. Entrando no Toinha, tem um corredor com luzes de Natal no teto. O ambiente do show do Zakk Wylde foi diferente do Kip Winger, era um galpão maior, enquanto o ambiente menor do Toinha é um pub.

Mas ainda assim aquele ambiente era muito pequeno para o show do Black Label Society. Tinha uma fila imensa para comprar fichas para cerveja. E o bar era um quadrado gigante no meio do espaço, um trambolho. Estava tão cheio que você não conseguia sair do lugar nem para ir ao banheiro.

E começou a ficar muito quente, abafado, difícil de respirar. E, como as pessoas não conseguiam chegar ao fumódromo, começaram a fumar bem ali. Mas não foi culpa delas, foi falta de organização e responsabilidade do Toinha. Eu até pensei que eles poderiam ter aberto a parte do pub para desafogar a galera.

Depois eu fui ver e percebi que eles abriram a parte do pub, mas não sei em que momento. Eu até conversei com a gerente da casa e disse que lá poderia ocorrer uma tragédia como na boate Kiss, em que um incêndio matou 242 pessoas e feriu 680, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, no dia 27 de janeiro de 2013.

Estava tão insalubre que eu e a minha esposa saímos antes de acabar o show. Eu conversei com o pessoal da Liberation Tour Booking e eles me disseram que em Brasília não tem local que suporte duas mil pessoas e que além disso eles saem no prejuízo porque em São Paulo uma casa maior sai pela metade do preço.

Black Label Society

Bom, quanto ao show do Black Label Society, eu não tenho nada a reclamar. Pelo contrário, só elogiar. Primeiro porque eles aguentaram aquele calor infernal e aquela falta de respeito pelos fãs. O show foi estrondoso!

Tanto em iluminação quanto em som. O show abriu com umas luzes rosas incríveis. E o Zakk Wylde tem muita presença de palco! Os seus cabelos loiros dão inveja em qualquer mulher! E, quando ele parte para os solos, ele incendeia a guitarra!

E foi legal que tinham jovens e idosos na plateia! Todos curtindo muito! Cantando todas as músicas! Levantando os braços! Pessoas chegavam em motos no show! Encontrei vários amigos.

O Gustavo que estudou no Marista comigo. O Estevão Hector, que tem um estúdio de tatuagem em Águas Claras. “Eu já assisti ao show do Black Label Society antes e foi o melhor da minha vida!”, disse Estevão. O Guilherme Negrão do Slug.

O Black Label Society tocou músicas como Bleed For Me, a faixa de abertura do álbum 1919 Eternal, de 2002. Na verdade a turnê comemora o aniversário do disco de estreia da banda, Sonic Brew, de 1999, além de promover o álbum de 2018, Grimmest Hits.

Apesar de ter o nome hits, não se trata de um álbum de sucessos, mas sim de músicas inéditas.

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