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Entrevista com Rodrigo Vegetal do Horta Project

Posted in Ao vivo, Entrevistas, Equipamento, Eventos, Guitarras, Guitarristas, Noites em Brasília with tags , , , , , , , , , , on September 15, 2011 by gabrielpalmaguitar


O guitarrista Rodrigo Vegetal organizou o Instrumental Shock Night, evento voltado totalmente para a música instrumental, em que tocou com o Horta Project e convidou dois guitarristas: Bruno Albuquerque e Pablo Vilela. Em plena terça-feira (9 de agosto), o público lotou o Sesc Garagem com sede de boa música produzida na cidade. O Gabriel Palma Guitar teve a oportunidade de entrevistar Rodrigo Vegetal, que falou sobre o processo de realização dessa noite musical.

 

GABRIEL PALMA GUITAR: Quais as dificuldades de se fazer um evento de música instrumental em Brasília?

RODRIGO VEGETAL: Primeiramente, quanto ao espaço, já houveram ocasiões em que casas de show preferiram nem arriscar fazer o evento por ser rock instrumental. Felizmente, em uma junção de hora e oportunidade, o Sesc DF me disponibilizou uma data sem custos e assim aproveitei para arriscar essa ideia.

GPG: Como foi feita a escolha dos guitarristas que participaram?

VEGETAL: Os outros dois guitarristas, Bruno Albuquerque e Pablo Vilela, são amigos desse meio guitarristico rock ‘n’ roll de Brasília. Já conhecia seus trabalhos e sei que produzem música de qualidade. São poucos guitarristas que possuem algo gravado autoral e consolidado e visando seu instrumento ou a uma produção instrumental. Felizmente, temos alguns exemplos de qualidade na cidade.

GPG: Como foi a resposta do público?

VEGETAL: Sinceramente, muito além do que esperávamos. Praticamente lotamos o Sesc Garagem com um evento instrumental no início da semana. Isso só cria motivação para futuros projetos!

GPG: Está em seus planos fazer outras edições do evento?

VEGETAL: Provavelmente. As ideias atuais em relação ao Horta Project ainda estão flutuando muito. Mas, mesmo assim, seria interessante fazer um projeto que juntasse projetos instrumentais de Brasília. E não apenas rock ‘n’ roll. Poderíamos incluir outras vertentes também!

GPG: Houve algum tipo de patrocínio?

VEGETAL: Na verdade, apoios. Primeiramente, o Sesc DF, que cede o espaço nas terças-feiras para projetos previamente escritos e agendados. Os demais apoiadores — GTR, Coletivo Esquina e Cult 22 — auxiliaram na realização e no sucesso do evento.

GPG: Houve influência do G3 no formato (show organizado pelo guitarrista Joe Satriani, sempre com mais dois guitarristas convidados)?

VEGETAL: Honestamente, não (risos). A quantidade de guitarristas e o tempo de show foi mais relacionado a um show rápido e dinâmico.

GPG: Quais são alguns guitarristas que podem ser chamados para as próximas edições?

VEGETAL: Penso em quem está ativamente compondo e produzindo nessa área. Lucas Fagundes, Marcelo Nolasco e Marcelo Barbosa aqui em Brasília. Mas também guitarristas de fora como Edu Ardanuy ou Kiko Loureiro, dentre outros.

GPG: Qual foi o set list do Horta Project?

VEGETAL: Augmented Hearts, Besouro Verde, Dream Tripper (versão de Day Tripper), Distored Vision, Soya Bean Kafta e El Hoyo Negro.


GPG: Como foi feita a escolha do repertório?

VEGETAL: Geralmente baseado em momentos do show — um início rápido e explosivo, no meio, algo mais tranquilo, e fechando com uma música bem porrada.

GPG: Qual equipamento você usou no show (guitarra, amplificador, efeitos)?

VEGETAL: Um amplificador Orange Rockerverb 50 e uma guitarra Ibanez ARX 320. Estou aguardando um modelo próprio de guitarra feito pela Ledur. Usei poucos efeitos, a maioria Boss e um Line 6 FM4 Filter/Synth Modeler Pedal, que uso principalmente em Distorted Vision.

GPG: Qual cordas você usa? Qual o gauge delas?

VEGETAL: Orgulhosamente Groove Strings 0.10. Cordas que endorso e uso por preferência.

GPG: Qual palheta você usa? Por que?

VEGETAL: Jazz III, da Jim Dunlop. Gosto de pequenas palhetas, e essa é um modelo básico que uso desde que comecei a tocar.

Site oficial do Horta Project

http://www.hortaproject.com/

Instrumental Shock Night: Entrevista com Bruno Albuquerque

Posted in Cordas, Entrevistas, Equipamento, Eventos, Guitarristas with tags , , , , , , , , , , , , , , on August 16, 2011 by gabrielpalmaguitar

O Instrumental Shock Night, organizado por Rodrigo Vegetal, aconteceu na terça-feira da semana passada no SESC Teatro Garagem da 913 Sul.

O Gabriel Palma Guitar passou por lá para fazer a cobertura do evento que chocou pessoas com notas, acordes e arpejos. Três guitarristas da cidade – Bruno Albuquerque, Rodrigo Vegetal e Pablo Vilela – mostraram que Brasília têm bons mestres da guitarra.

O guitarrista Bruno Albuquerque deu uma entrevista ao Gabriel Palma Guitar. Em uma entrevista exclusiva, Albuquerque fala sobre música instrumental, repertório e equipamento. Tudo com muita simpatia e talento.

GABRIEL PALMA GUITAR: O que acha da importância desse tipo de evento para o cenário de música instrumental de Brasília?

BRUNO ALBUQUERQUE: Acho que esse evento pode puxar outros e estimular a apreciação da música instrumental na cidade. Existe um público para esse tipo de evento que pode não ser tão numeroso mas é fiel. Gostaria que se criasse um cenário (mesmo que underground) de rock instrumental na cidade. Isso pode até virar um evento tradicional em Brasília e quem sabe crescer ao ponto de trazer músicos de fora.

GPG: Qual foi o seu set list?

ALBUQUERQUE: Meu set foi todo de minha autoria, quatro temas do meu CD e mais quatro inéditas que estou compondo para o segundo disco. As músicas foram PQP, Holiday, Cowboy Arretado, Melancolia, A La Morse, Agora Vai, Só o Quimba e Albluesquerque.

GPG: Como o escolheu?

ALBUQUERQUE: Escolhi as músicas que mais gosto de tocar atualmente. Temas que me dão uma certa liberdade para improvisar e nos quais consigo colocar mais sentimento.

GPG: Qual equipamento usou para o show (guitarra, amplificador, efeitos)?

ALBUQUERQUE: Usei uma guitarra Tagima T7350 Premium, que virou meu xodó, ligada em um cabeçote Orange Rockerverb 50 microfonado com um SM57 da Shure. Além disso usei um pedal BB preamp da Xotic no input e um delay Carbon Copy da MXR ligado no loop.

GPG: Quais cordas você usa e qual o gauge?

ALBUQUERQUE: Uso cordas NIG .010 desde 2006 e estou extremamente satisfeito. Não sinto necessidade de usar cordas importadas. A NIG está no mesmo patamar de marcas consagradas. Os pedais então, tenho um Shred Pro e um Analog Stereo Dual Chorus que não abro mão nunca.

GPG: Quais palhetas você usa?

ALBUQUERQUE: Uso palhetas Dunlop Jazz III.

http://www.jimdunlop.com/

Conferência de imprensa do Mötley Crüe no México

Posted in Ao vivo, Bandas, Entrevistas, Mötley Crüe, Notícias, Tommy Lee, Tour, Turnê, Videos with tags , , , , on May 25, 2011 by gabrielpalmaguitar

Escrevo isto com certa tristeza por não ter havido uma no Brasil, mas o Mötley Crüe, a maior banda do planeta, deu uma conferência de imprensa ontem (24/6) no México, no Palácio de los Deportes, há exatamente uma semana depois do show em São Paulo, no Credicard Hall.

Foi no Palácio de los Deportes que eu vi um show de Mötley Crüe com John Corabi em 1994. Na época, eu tinha 12 anos e quem me levou foi minha mãe, que curtiu o show comigo. Eu só não curti as suásticas que foram usadas nas projeções.

Achei bem legal a decoração com as capas dos discos na conferência de imprensa. Inclusive há a capa do greatest hits novo que eu não tenho. Alguém quer me dar de presente?

Stone Sour na Guitar World

Posted in Entrevistas with tags , , , , on May 10, 2011 by gabrielpalmaguitar

Jim Root e Josh Rand

Recentemente, os guitarristas do Stone Sour responderam a perguntas dos leitores da revista Guitar World. O guitarrista Jim Root toca também mascarado no Slipknot, assim como o vocalista do Stone Sour, Corey Taylor. Eu achei muito interessante a entrevista e fiz uma tradução livre que reproduzo a seguir.

Quais foram as ideias por trás das composições e da gravação do novo disco Audio Secrecy? Ronnie Stahl

Jim Root O combustível foi um pouco de raiva, insegurança, um complexo de Deus (“Isto é a melhor coisa do mundo!”), assim como sentimentos “Não sei se isso presta” (risos). Cada dia foi uma emoção diferente. Sou meu pior crítico.

Josh Rand Foi um processo de tentativa desta vez. Não queríamos recriar Come What(ever) May, de 2006. Cada um dos cinco integrantes da banda mandava uma música para os outros e a resposta geralmente era “Já fiz isso”. Isso deixa o compositor com um pouco de raiva. Eu diria que entre compondo, pré-produção e gravação, experimentamos todas as emoções possíveis.

Quais foram suas principais guitarras e amplificadores durante as gravações? – Raymond Scott

Root Tivemos muitas guitarras e amplificadores à nossa disposição. A guitarra principal para as músicas pesadas foi a minha Telecaster protótipo. Para um tone limpo, usei uma Strat e minha Gretsch modelo Brian Setzer.

Meu setup básico de amp para os tones pesados foi um Orange Rockerverb 100 com um Bogner Uberschall que foi modificado para mim. O Orange passou por um cabinet da Orange, enquanto o Uberschall foi por um cabinet mais antigo da Marshall com Greenbacks (falantes da Celestion). Usamos um PCP da Little Labs (splitter de guitarra) para misturar o signal da minha guitarra com esses dois amplificadores. Também usei um combo da Budda em muita coisa. Para timbre limpo, meus amplis foram um combo VOX AC30 do final dos anos 60 e um Bat Cat Hot Cat.

Rand Minha guitarra principal para a gravação foi uma PRS candy-apple e o amplificador foi um Hughes & Kettner. E é o mesmo que eu uso ao vivo.

Josh, como o Jim toca também no Slipknot, você acha que ele escreve alguma coisa que não encaixa com o Stone Sour? – Dan C.

Rand Na verdade, sou eu quem levo os riffs pesados para o Stone Sour. Um exemplo é a música The Pessimist que não foi lançada ainda. É a música mais rápida e pesada que já fizemos, razão pela qual foi arquivada. Eu usei a escala Hindu para o solo, que considero como o melhor que já gravei. É o solo mais rápido que já toquei e fiz umas harmonias em terças nele também. É muito bom! Mas provavelmente nunca vai sair! (risos)

Qual é a origem do nome Stone Sour? – Kevin

Rand Eu não estava na banda na época, mas de acordo com a história, a banda tinha uma reunião para criar um nome. O baterista original, Joel Ekman, levou um menu de drinks para ajudar nas ideias e Corey gostou do nome Stone Sour.

Root (risos) Antes de lançar o primeiro disco, nós chegamos a pensar em mudar o nome da banda. Havia vários nomes: Tarantula Bomb, Superego, Section 8. Alguns já existiam e outros não eram muito bons. Então decidimos ficar com Stone Sour. Afinal, o que está em um nome?

Como vocês dividem as partes de guitarra no estúdio? – Nicholas Zarahrias

Rand Nós só tocamos. Jim gosta de fazer o ear candy (melodias) e overlaying (dobras de guitarra). Eu geralmente toco a faixa base principal. Já os solos, nós dividimos. Nos primeiros dois disco, quem escreveu a música fez o solo. Mas desta vez, o produtor Nick Raskulinecz fez a divisão. Inicialmente eu não ia tocar solos nesse disco, mas eu fui obrigado! (risos) Eu toquei nos solos de Bitter End, Perfect e durante a primeira metade de Mission Statement. Eu já provei pra mim mesmo que posso tocar rápido, então desta vez eu quis concentrar em outras coisas que eu tenho que melhorar como voicings.

Root Na verdade, Corey (o vocalista) toca o solo de Pieces. Eu ia fazer esse solo, mas no dia estava ocupado com outra coisa. Por causa do tempo, Nick pediu para Corey. É um bom solo, pentatônico, que é a maneira que Corey toca, e combina com a música, que é o importante.

Jim, no Slipknot vocês usam máscaras, enquanto no Stone Sour, não. É esquisito mudar de um para o outro? – Robert Wilson Jr.

Root É muito esquisito e toda vez que nós mudamos de equipamento para fazer um disco com Stone Sour é algo que me assusta. Eu estou começando a me sentir comfortável com a minha própria sem uma máscara no palco. Quando você está com uma máscara, se sente invencível. É como se ninguém pode te ver e você pode fazer o que quiser sem consequências. Mas quando você está sem máscara, se sente um pouco pelado no palco. É esquisito.

Josh, qual é a coisa mais louca que você já viu na plateia enquanto toca? – Jon

Rand Seria provavelmente as duas lésbicas que sentaram na minha frente em um dos shows da última turnê. Elas foram retiradas pela segurança porque começaram a tirar a roupa e a se pegar. Eu não me movi muito durante esse show. (risos) Fiquei só “Nossa, isso é muito louco!”

Jim, qual foi sua memória mais querida do integrante Paul Gray da sua banda Slipknot que morreu recentemente? – Lisa D.

Root Provavelmente, uma das melhores qualidades de Paul é que ele tinha um amor por tudo. Eu sei que ele teria sido o cara que teria ouvido nosso disco e teria gostado dele de maneira genuína. Ele teria muito a dizer sobre as composições e sobre as melodias. É o seu amor genuíno por pessoas que eu lembro mesmo.

Fonte: Guitar World

Matéria: Kory Grow

Foto: Timothy Hughes

Link para matéria original: http://www.guitarworld.com/article/dear-guitar-hero-jim-root-and-josh-rand?page=0%2C0