Archive for the Workshops Category

Workshop do Virgil Donati em Brasília

Posted in Ao vivo, Bateria, Workshops with tags , , , , on June 28, 2011 by gabrielpalmaguitar

Acabei de voltar do workshop do Virgil Donati em Brasília. Foi muito bom! Ele tocou várias músicas do seu projeto Planet X, assim como a música Alien Hip-Hop, do disco Serious Young Insects, do On The Virg.

Durante o workshop, Virgil explicou conceitos de como treinar para que seus membros toquem em tempos diferentes. Exemplificou tocando em 5 com o lado esquerdo do corpo e em 7 com o lado direito. Foi realmente impressionante.

Em uma das perguntas da plateia, quem perguntou citou o vídeo da audição do Dream Theater em que Virgil teria dito que ele tocava guitarra e piano. A pessoa perguntou se a aprendizagem desses instrumentos ajudou Virgil com o desenvolvimento na bateria.

“Eu não toco guitarra. Acho que não disse isso”, falou Virgil. “Mas isso não é importante. Foi só uma audição”, completou. “Eu componho no piano, então isso proporciona com que eu faça minhas próprias músicas. Eu adoro compor e tocar piano. É uma das coisas mais queridas por mim. Daí escrevo a partitura para todos os outros músicos”, respondeu.

Em outra pergunta, alguém perguntou quantas horas ele pratica por dia. “Eu tento manter de 2 a 5 horas por dia, mesmo tendo que compor e fazer gravações. Mas o tempo depende de como você se sente e varia de pessoa pra pessoa”, explicou Virgil. “Você tem que praticar muito mais que isso”, disse aos risos da plateia. “Essa foi a minha tentativa de humor”.

Piadas à parte, o evento deu muitos dos melhores bateristas da cidade como Fabio Pereira, César Borgato, Adriel Sorriso, entre outros, e Virgil Donati deu um show que impressionou todos eles! Pude ver na expressão de Fabio que sentou do meu lado que desde o início da apresentação ficou totalmente concentrado chegando a tirar as costas da poltrona.

Logo após as primeiras duas músicas, achei que Virgil já estaria cansado, estando todo suado, e que o show não duraria muito tempo. Mas estava enganado, ele tocaria ainda muitas músicas e nos levaria em uma jornada musical repleta de experiências novas. Algo que me impressionou em Virgil foi a sua paciência e tranquilidade em tocar a bateria apesar da música pesada de fundo e de sua própria pegada pesada.

As músicas eram cheias de tempos quebrados e de notas misteriosas e com tensões que ele minimizava no prato crash. Eu não queria que o show acabasse. Mas após 2 horas de workshop todos estavam satisfeitos com o que viram e ouviram apesar de um ou dois pedidos por mais uma música. Eu fiquei muito feliz com o que presenciei. Fiquei com curiosidade de conhecer melhor o trabalho de Virgil Donati e da música instrumental.

 

 

Virgil Donati em Brasília

Posted in Bateria, Eventos, Workshops with tags , , , , , , , , , , on June 9, 2011 by gabrielpalmaguitar

O grande baterista australiano Virgil Donati, um dos sete escolhidos para fazer teste para o Dream Theater, fará workshop em Brasília no dia 27 de junho, uma segunda-feira, às 20 horas. Os ingressos antecipados custam R$ 40 e na hora será R$ 60. O local do evento será no Centro Cultural Brasília (CCB) localizado no começo da L2 Norte.

A abertura ficará por conta do baterista Ítalo Brunno, proprietário da escola Alicerce dos Tambores, um dos realizadores do evento ao lado da escola Toque de Classe, Pearl e Urbann Boards. Haverá sorteio de brindes e vendas de produtos exclusivos no local.

Virgil Donati tem vários projetos. Um deles é o Planet X com o ex-tecladista do Dream Theater Derek Sherinian. Donati já fez apresentações com o guitarrista Scott Henderson e o Tribal Tech.

Serviço

Workshop de Virgil Donati em Brasília

Quando: segunda-feira, 27 de junho, às 20h

Local: Centro Cultural Brasília (CCB)

SGAN 601 início da L2 Norte ao lado do Serpro

Ingressos:

R$ 40 antecipados

R$ 60 na hora

Pontos de venda:

Escola Alicerce dos Tambores

Musical Novo Tempo

Centro Musical Toque de Classe

Master Drum e IMB

Informações:

(61) 3340-8955

Solo de Virgil Donati

Ozielzinho em Brasília

Posted in Workshops with tags , , , , , , , , , , , , , , on April 28, 2011 by gabrielpalmaguitar

O guitarrista Ozielzinho fará workshop em Brasília no dia 6 de maio, sexta-feira, na Bsb Musical da Asa Norte (712/713). O evento é patrocinado pelas cordas NIG e pela Condor Guitars.

Biografia

Nascido em família de músicos, Ozielzinho teve seu primeiro contato com a música aos 9 anos de idade. Graças à internet e a seu talento, ganhou reconhecimento nacional e internacional, chegando a ser finalista no concurso mundial de guitarristas da Inglaterra, o Guitar Idol. Veja o vídeo de Ozielzinho tocando no link abaixo.

Ozielzinho é guitarrista da banda O Altar e é endorser dos violões e guitarras Condor, cordas e pedais NIG, captadores EMG, amplificadores Orange e pontes Gotoh.

Em 2006, foi eleito melhor guitarrista do ano pela revista Seleções.

Ozielzinho já tocou com grandes guitarristas brasileiros como Frank Solari, Marcelo Barbosa, Kiko Loureiro, Joe Moghrabi e Sydnei Carvalho.

Serviço

Workshop de Ozielzinho em Brasília

Quando: 6 de maio (sexta-feira) às 20h

Local: Bsb Musical Asa Norte

712/713 Norte Bl. D s/n lj. 42

Kiko Loureiro em Brasília

Posted in Workshops with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on April 28, 2011 by gabrielpalmaguitar

O guitarrista Kiko Loureiro dará uma Guitar Clinic em Brasília no dia 10 de maio, uma terça-feira, às 17 horas no Uk Music Hall na 411 Sul. O ingresso custa 20 reais e pode ser comprado na GTR na 111 Sul. O aluno GTR deverá levar apenas 1 kilo de alimento não perecível.

Biografia

Em 1993, Kiko gravou sua primeira vídeo-aula e foi à Alemanha para gravar o disco de estreia do Angra, Angel’s Cry, cujo sucesso abriu os mercados europeu e japonês. A música Carry On desse disco virou hino dos metaleiros melódicos.

Em 1995, Angra retornou à Alemanha para gravar Holy Land, com ótimas músicas como Make Believe.

Em 1998, Angra foi aos melhores estúdios do Reino Unido, Abbey Road e Power House, para gravar o disco Fireworks.

Em 2001, Kiko gravou o disco Rebirth com o Angra e lançou sua segunda vídeo-aula, uma das muitas a serem lançadas pela editora japonesa Young Guitar.

Em 2002, foi publicado o livro de partitura de Rebirth, que, segundo o site de Kiko, foi a primeira publicação do gênero no Brasil.

Em 2003, Angra lançou Rebirth World Tour – Live in São Paulo em CD e DVD. Nesse ano, Kiko lançou os DVDs Técnica e versatilidade e Os melhores riffs e solos do Angra.

Em 2004, Angra lançou Temple Of Shadows, que contou com a participação de Milton Nascimento na faixa Late Redemption.

Em 2005, Kiko lançou seu primeiro disco solo, No Gravity, que teve na bateira Mike Terra (Yngwie Malmsteen, Tony Macalpine, Steve Lukather).

Em 2006, Angra lançou o disco Aurora Consergens e Kiko lançou seu segundo disco solo, Universo Inverso, com influências da música latina de Brasil e Cuba.

Kiko foi eleito em 2007 Melhor Guitarrista pela revista japonesa Burrn. Kiko tem se dedicado à sua banda Angra e à carreira solo.

Na clínica, Kiko estará divulgando o seu álbum mais recente, Fullblast, de 2009, que teve Mike Terrana na bateria novamente e, no baixo, o brasileiro Felipe Andreoli (Angra, Almah, Karma). Em 2009, Angra fez uma turnê com Sepultura pelo Brasil em celebração do metal brasileiro, tocando inclusive no Porão do Rock em Brasília. Ainda em 2009, Kiko lançou o CD self-titled com a banda Neural Code, com o baterista Cuca Teixeira (Heartbreakers, Frank Gambale, George Benson) e Thiago Espírito Santo (Hermeto Pascoal, Frejat, Fabio Jr).

Em 2010, a editora Rock House lançou o DVD Creative Fusion, Beyond Pentatonics & Power Chords de Kiko Loureiro.

Estas são algumas das marcas patrocinadoras de Kiko Loureiro: guitarras Tagima e ESP, cabos Sparflex, cordas D’Addario, efeitos Zoom, wah da Morley e captadores Seymour Duncan.

Durante esses anos, Kiko Loureiro tem dado workshops e aparecido nas capas das principais revistas de guitarra do mundo. Seus discos foram lançados no mundo todo também. Ele é um guitarrista brasileiro de referência internacional.

Maurício Leite em Brasília

Posted in Workshops with tags , , , on March 21, 2011 by gabrielpalmaguitar

O baterista Maurício Leite vai dar um workshop em Brasília nesta sexta-feira, 25 de março, no auditório da Bsb Musical Unidade Asa Norte. Maurício Leite, endorsee da Sabian, já gravou, entre outros trabalhos, o projeto V8, No Conventions, com o guitarrista Sydnei Carvalho. Maurício tem mais de 200 artigos publicados em revistas especializadas do Brasil. Em 1996, lançou a vídeo-aula Técnica, conceitos e aplicações que obteve um recorde de mais de 15 mil unidades vendidas.

Serviço

Workshop de Maurício Leite

Quando: sexta-feira, 25 de março, às 19h30

Onde: Bsb Musical Unidade Asa Norte

SCRN 712/713 Bloco D Lojas 42/48

Entrada Franca

Volta aos anos 80 com Rob Marcello

Posted in Workshops with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on July 14, 2010 by gabrielpalmaguitar

Rob Marcello é uma daquelas figuras retiradas dos anos 80 que poderia se enquadrar tanto em integrantes de bandas como Poison, Faster Pussycat, Skid Row, Twisted Sister, Cinderella, só para citar algumas, como em personagens de filmes como Quanto mais idiota melhor (Wayne’s World), Airheads Os cabeças de vento e Bill & Ted Uma aventura fantástica (Excellent Adventure), de 1989, e Bill & Ted Dois loucos no tempo (Bogus Journey), de 1991.

Isso não é uma crítica. Eu cresci com essa cultura, que valoriza o visual glam, com direito a maquiagem, roupas coloridas e muito laquê no cabelo, e a aprecio mais do que a cultura grunge, que veio depois e lavou com água (sanitária) abaixo as cores dos anos 80. E substituiu essa moda por roupas comuns do dia-a-dia que, embora eu considere mais sem graça, para alguns é sinal de inteligência. Esses acham que os anos 80 foram supérfluos e apoiaram a volta do punk dos anos 70 na década de 90. (Minhas observações não negam a qualidade de grupos como Nirvana, Marilyn Manson ou mesmo Rancid e Green Day.)

Cheguei atrasado para o workshop de Rob Marcello, promovido pela Boss e pela loja Protec, na Bsb Musical da Asa Norte e já pude ter uma prévia de como estava lá dentro porque o estacionamento estava lotado! Precisei estacionar na outra rua. Entrando na Bsb, vi que as pessoas já pareciam não caber no auditório. Após entregar meu bilhete para participar do sorteio, não aceitei ficar do lado de fora daquele evento e fui pedindo passagem para entrar. Apesar das cadeiras estarem ocupadas, para minha surpresa ainda havia espaço para sentar no chão. Me aproximei do palco e me acomodei com a câmera, pronto para registrar o momento.

Gabriel Palma e Rob Marcello

O que já me deixou feliz foi ver que Rob estava usando uma camisa do Mötley Crüe, uma das minhas bandas favoritas do movimento glam dos anos 80. Ele realmente estava a caráter com seu cabelo loiro oxigenado armado com spray, jaqueta jeans rasgada, bandana pendurada na cintura com uma corrente, botas etc. A guitarra também expressava sua personalidade: preta com bolas brancas a la Stevie Ray Vaughan e Randy Rhoads. Rob estava totalmente à vontade no palco, rindo bastante e brincando com o auditório cheio.

Rob Marcello integra, desde 2003, a Danger Danger, banda do final dos anos 80, que já se apresentou com Kiss, Alice Cooper, Warrant, Extreme e já teve hits na MTV como Bang Bang, Naughty Naughty, Monkey Business e I Still Think About You. Rob já tocou com ícones da música como John Corabi, Bobby Blotzer, Mike Vescera (Yngwie Malmsteen e Loudness), Fergie Fredricksen (Toto), George Lynch (Lynch Mob e Dokken), Sebastian Bach (Skid Row) e Stet Howland (WASP), entre outros.

Na verdade, Rob, que nasceu em Estocolmo, na Suécia, onde tocava guitarra desde os 5 anos, ainda estava em seu país de origem quando foi descoberto por Ron Keel, vocalista de bandas como Steeler e Keel. Rob mostrou como é possível conseguir uma oportunidade por meio da internet, pois revelou que Ron Keel o chamou para integrar uma banda nos Estados Unidos depois que viu um vídeo dele na internet.

“A internet para o músico é boa e ruim, porque ele pode divulgar o seu trabalho, mas quando lança um disco, ninguém compra, baixa de graça”, lamentou.

Com Ron Keel, Rob participou da banda IronHorse, um tipo de metal country que admitiu não curtir muito, tendo tocado apenas no primeiro disco da banda, IronHorse, de 2001.

Em 2002, montou a banda Twenty 4 Seven com mais duas estrelas do hard rock. Nos vocais, John Corabi, que substituiu Vince Neil no Mötley Crüe durante parte dos anos 90, além de ter integrado outras bandas como The Scream, Ratt e Union, que fundou com Bruce Kulick, ex-guitarrista do Kiss. Na bateria e no baixo, Bobby Blotzer, baterista original do Ratt. Com o Twenty 4 Seven, Rob gravou Destination Everywhere, que recebeu elogios da crítica especializada e teve como produtor Mike Vescera.

Ainda em 2002, Rob conheceu Bruno Ravel, guitarrista do Danger Danger que mudou para o baixo quando Rob entrou na banda. O primeiro disco com Danger Danger foi gravado ao vivo em 2005, Live And Nude.

Em 2006, Rob contribuiu em 3 faixas no disco Carnival Of Lies, da banda Obsession, do vocalista Mike Vescera. Segundo a crítica o álbum difere do estilo hard que Rob está acostumado e tende para o heavy metal mais pesado.

Em 2008 gravou Marcello-Vestry, com o vocalista Frank Vestry (Devias e Last Temptation), que a crítica especializada classificou como bastante representativo do estilo. Ouvi esse disco e gostei muito. Recomendo!

E em 2009, gravou Revolve, seu primeiro disco de estúdio com Danger Danger. Ainda esse ano, Rob foi guitarrista da banda House Of Lords.

Equipamento

O workshop foi patrocinado pela Boss para promover as pedaleiras ME-25 e ME-70, cujos recursos Rob explorou no palco.

ME-25

A ME-25 é uma pedaleira para iniciantes mas que vem com vários recursos que até algumas pedaleiras mais profissionais não têm. Alguns são: Sound Library (biblioteca de sons), com timbres já prontos, clássicos e modernos; uma simulação de amplificadores COSM; interface de áudio USB; phrase loop com 38 segundos de gravação sem limites de loops; botão Super Stack que adiciona pegada e graves; download gratuito do software Librarian para criação de timbres no computador; pedal de expressão com função de volume, wah, pedal-bend e freeze; timbres podem ser editados com os knobs drive, tone e volume; acompanha o programa de gravação Sonar 8.5 LE. A Roland Corporation, proprietária da Boss, ganhou o prêmio do Musikmesse International Press Awards 2010 (Mipa), uma espécie de Grammy da indústria de instrumentos musicais e de áudio profissional, na categoria “Efeitos de guitarra” com a ME-25.

ME-70

A ME-70 é uma pedaleira profissional que apresenta uma nova seção de amplificadores COSM originados da GT-10 e dos pedais Legend Series; tem função EZ Tone; 25 knobs de acesso aos efeitos; quatro footswitches e um pedal de expressão com Wah, Voice, +1 Octave, -1 Octave, Mod Rate e Delay Level; e inclui função Phrase Loop com 38 segundos de gravação. Para ligar um efeito, basta pisar no footswitch correspondente, como em um set de pedais compactos. Eu tenho a ME-50, que é assim também e essa é uma das características que eu mais admiro nela!

Micro BR

Para tocar o playback de suas músicas, Rob utilizou o estúdio digital da Boss Micro BR, que toca faixas em MP3. “Você pode gravar um disco em seu quarto com ele”, comentou. Rob inclusive já criou faixas para o Micro BR disponíveis para download gratuito no site http://www.bossus.com.

Guitarra

Rob usa modelos da guitarra japonesa Caparison com captadores DiMarzio Tone Zone e Air Norton. Um dado curioso é a origem atribuída ao nome do captador Air Norton que teria vindo do sitcom norte-americano dos anos 50 The Honeymooners, que inspirou o desenho The Flintstones. Ed Norton era o melhor amigo do personagem principal dos Honeymooners, o louco por boliche Fred Kramden, que deu origem a Fred Flintstone.

Rob Marcello disse que não sabe muito sobre madeiras e que não tem preferência por um tipo específico de madeira, mas gosta de sons variados e pode distinguir os sons produzidos nas madeiras de suas guitarras. Os instrumentos que usou no workshop eram, um de amieiro (alder) e outro de mogno (mahogany).

Ele utiliza trastes jumbo, que exigem menos força para apertar as casas e para fazer bends (pressionar a corda sobre o traste e puxar para baixo ou para cima, aumentando a tensão da corda e elevando o a nota: 1 tom, 1/2 tom, 1/4 de tom). Para as cordas, Rob prefere Dean Markley 9-42, embora para gravar use 10, um encordoamento mais pesado, porque produz um som mais grave. “Eu acho que soa mais legal você dizer que usa 10. Mas não consigo. Tentei por 3 semanas e achei que a minha mão ia cair”, brincou.

Influências

Rob citou como influência Michael Landau, um lendário músico de estúdio de Los Angeles, que chegou a gravar milhares de discos de grandes gravadoras durante os anos 80 e 90. Alguns dos artistas com quem ele já trabalhou são: Seal, James Taylor, Helen Watson, Richard Marx e Miles Davis.

Outro Michael que Rob gosta é o guitarrista alemão Michael Schenker, da banda UFO e membro fundador dos Scorpions, com seu irmão mais velho, Rudolph Schenker. Michael Schenker já foi convidado para tocar com Aerosmith e Ozzy Osbourne, e na sua banda MSG (Michael Schenker Group) tocou com Cozy Powell, baterista do Whitesnake. Outro guitarrista que Rob admira é o blueseiro texano Stevie Ray Vaughan, de quem tocou uma música durante o workshop.

Fotos

Workshop: Gabriel Palma

Auditório e Rob Marcello com pedais: Sergio Motta

Fotos das capas de discos e dos produtos da Boss: Divulgação

Vídeos

Workshop: Gabriel Palma

Vinnie Moore faz sucesso em Brasília

Posted in Workshops with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on June 10, 2010 by gabrielpalmaguitar

 

Foto: Gabriel Palma

O workshop de Vinnie Moore em Brasília foi muito bom!!! Praticamente lotou o auditório do SESC. Vinnie alternou entre responder perguntas da plateia e tocar músicas antigas e do disco novo, To The Core.

Capa de To The Core

Vários guitarristas da cidade marcaram presença como Pablo Vilela, das bandas Red Old Snake e Dynahead, Diogo Mafra, também do Dynahead, Henrique Henriques Moreno Moura, Marcelo Elias, Marcelo Buby, Rodrigo Vegetal, do Projeto Horta, Bruno Albuquerque, da banda Joy, Rodrigo Karashima, da banda Let It Beatles. Foram também muitos adolescentes conhecer de perto um dos guitarrista ícones dos anos 80.

 

Equipamento

Vinnie tocou uma guitarra Dean USA Vinnie Moore Signature Vinman 2000 Trans Red (que chamou de esposa) e uma branca (que chamou de namorada).

Para amplificador, usou o brasileiro Maverick. “Você tem que tomar cuidado. É um dos mais altos que já ouvi! Tem um timbre muito limpo”.

Vinnie utiliza o pedal de Wah-Wah Cry Baby da Dunlop, mas com moderação. Ele comentou que estava lançando mão do recurso em excesso e revelou que agora chega a caminhar em direção ao pedal no palco e recua para não abusar do wah-wah.

O pedal MXR Carbon Copy Analog Delay também é acionado com moderação, só para dar um eco quando para de tocar e não para ser ouvido durante a execução. Vinnie acha que muitos guitarristas são dependentes demais do delay. “Não saem de casa sem ele, como se fosse seu cobertor”, opinou.

Utiliza um pedal de afinação TU-2 da Boss, não para afinar, mas para cortar o som com o efeito bypass.

 

Da esquerda pra direita: MXR Carbon Copy Delay - T Rex Replica Delay - Arion SCH-1 Chorus - Ibanez Tube Screamer - Boss Octave Pedal - Dunlop Wah - Boss TU-2 Tuner... todos com Voodoo Lab Pedal Power 2.

Influências

Perguntaram a Vinnie quais foram as suas influências. Ele disse que começou a tocar por causa de Led Zeppelin, Black Sabbath e Brian May do Queen. Foi depois que descobriu Jeff Beck, autor do primeiro solo que aprendeu, da música Blue Wind.

Vinnie contou que ainda não sabia fazer bends e então executou o solo de Blue Wind nota por nota. Como só tocava esse trecho e o riff de Smoke On The Water, de Deep Purple, sua mãe, não aguentando mais ouvir só essas duas músicas, perguntou: “Você não pode aprender outras coisas?”.

E ele aprendeu. Conseguiu um professor particular que abriu sua cabeça e ensinou a teoria básica de música, incluindo exercícios com escalas. Vinnie disse que seu professor começou como rockeiro mas que foi indo mais para o jazz, chegando a ter aulas com Pat Martino, um dos mais importantes guitarristas desse estilo.

 

Um guitarrista da audiência citou a influência de Vinnie na música eletrônica com seu trabalho mais atual e perguntou se isso teria ligação com os guitarristas Pat Metheny e Mike Stern, que embora voltados para o jazz, introduziram elementos da música eletrônica nas suas composições. Vinnie negou essa relação e qualquer intenção de desenvolver um trabalho voltado para o jazz.

Diante da insistência de outra pergunta sobre o assunto, ele disse que prefere o rock. Coincidência ou não, mais tarde tocou uma música que ficava gritando “rock!” entre um riff e outro. No final, explicou que aquilo tinha sido ideia do colega brasileiro Aquiles Priester, ex-baterista da banda Angra e atual da Hangar, e brincou: “Primeiro ele pediu que falasse ‘jazz'”. Ao que alguém da plateia gritou: “Samba!”.

 

Sobre a carreira musical, Vinnie aconselhou o músico a fazer o que ele ama, ter uma banda e esperar que as portas se abram. Entre os guitarristas novos que ele gosta citou Ron “Bumblefoot” Thal, atualmente com Guns n’ Roses. Eu perguntei a ele sobre o guitarrista John 5. Ele disse que tem um de seus discos e que fica feliz porque John o cita como influência em entrevistas.

 

Brasil

Vinnie disse que não tinha vindo antes ao Brasil por falta de convite. O que o trouxe agora foi uma turnê com a banda UFO, …. Os workshops, em Brasília, São Paulo e Santa Catarina, foram articulados por Aquiles Priester.

 

No caso de Brasília, quem organizou foi o guitarrista Marcelo Barbosa, do GTR Instituto de Guitarra. Foi no GTR que eu conheci o trabalho de Vinnie Moore ao tocar trechos das músicas Hero Without Honor, do primeiro disco solo, Mind’s Eye, de 1987, e Morning Star, do segundo disco solo, Time Odyssey, de 1988, duas composições com muitos arpejos e escalas, boas para treinar a técnica junto com o metrônomo.

Capa de Time Odyssey

 

Essas músicas foram requisitadas a Vinnie Moore, mas elas não estão mais em seu repertório. Ele comentou que, no começo da carreira, seu trabalho era mais voltado para a técnica, com uma forte influência na música clássica, mas que ele diversificou com o passar dos anos.

Um ponto alto do workshop foi quando Vinnie tocou a música Daydream, segunda faixa do disco Mind’s Eye.

Durante o workshop Vinnie tocou Rain, do disco The Maze, de 1999; Time Traveler, de Out Of Nowhere, de 1996, entre outras. Ele encerrou com Meltdown, do disco homônimo de 1991.

Alguém da plateia chegou a comentar que os críticos comparavam o trabalho de Vinnie Moore com o guitarrista sueco Yngwie Malmsteen por ambos tocarem no estilo neoclássico. Vinnie concordou mas ressaltou que tocava assim no início da carreira mas que havia mudado e Malmsteen, não.

O modo de tocar rápido rendeu algumas piadas. “Eu que achava que no Brasil só tinha jogador de futebol, mas descobri que tem muitos shredders“, disse, referindo-se ao termo atribuído a guitarristas que gostam de velocidade no instrumento, os “fritadores”, como são conhecidos aqui.

Brincando com a plateia, Vinnie contou que Aquiles tem uma teoria de que em qualquer lugar que você vá no Brasil, vai encontrar pelo menos uma pessoa com uma camisa do Iron Maiden. E no auditório não poderia ser diferente. Um rapaz vestia uma estampa da banda. “Maiden land”, Vinnie disse, referindo-se ao Brasil como terra do grupo britânico. E continuou brincando com isso, como quando não encontrava a pessoa que fazia a pergunta. “Você deveria ter vindo com uma camisa do Iron Maiden”.

Quando perguntado sobre suas expectativas em relação ao Brasil, disse que já tinha ouvido falar que aqui há muitas mulheres bonitas, o que confirmou ao chegar. Na plateia entretanto havia poucas mulheres e quando uma foi sair, Vinnie disse: “Não vá, não. Volte aqui”. Alguém perguntou se a guitarra tinha trazido garotas. “Veremos hoje à noite. Geralmente o estilo que eu toco afasta as mulheres”.

 

Vinnie Moore e Gabriel Palma