Archive for david bowie

30 Seconds To Mars: Parte 1

Posted in Ao vivo, Bandas, Cantores, Celebridades, Discos, Músicas, Músicos, Noites em Brasília, Shows, Tour, Turnê with tags , , , , , , , , , on October 23, 2014 by gabrielpalmaguitar

Eu a princípio não ia no show do 30 Seconds To Mars porque não consegui o credenciamento de imprensa a tempo. Mas no dia (21) estava separando uns CDs e vinis da minha avó para levar no sebo quando meu amigo Rafael Hedwig me ligou me chamando pra ir no show com ele e uma amiga dele pra vender algumas camisetas que ele fizera. Eu disse que não poderia ir porque ia buscar minha mãe no aeroporto, às 22h40.

Mas ele insistiu que eu fosse mesmo assim e disse que iria comigo no sebo para me ajudar a vender os discos porque ele tinha boa lábia como vendedor. Eu feliz aceitei a sua companhia e disse que ia busca-lo. Chegando na sua casa, ele disse que a amiga dele estava na 203 Sul e que a gente ia busca-la no ponto de ônibus do eixinho. Entrou no carro Suzane, uma menina muito simpática com uma blusa do David Bowie, que eu adoro.

Na minha casa, eu mostrei minha coleção de David Bowie pra ela. Quando fomos no sebo, Suzane se surpreendeu e perguntou por que eu estava vendendo aqueles vinis. “Eram da minha avó”, eu disse. Elvis, do sebo Acervo, separou alguns, mas poucos discos que interessavam. A maioria era de música clássica e ele já tinha na loja. “Nem se eu quisesse ficar com todos poderia, pois eles não cabem aqui”, explicou.

Achei legal da parte de Elvis me perguntar se eu ainda estava dando aulas de violão antes de fechar o negócio, mostrando um lado humano antes do comercial. Rafael comprou a coletânea Shaved Fish do John Lennon e disse que aquele foi o primeiro disco que ele ganhou, quando tinha sete anos, de sua mãe e que ouvia-o até riscar. Uma coincidência porque veríamos Jared Leto, que interpretou Mark David no filme Capítulo 27, dentro de algumas horas.

O vocalista do 30 Seconds To Mars havia representado o assassino de John Lennon na película. Fomos ouvindo esse CD no carro, que inclui a música Cold Turkey com participação de Eric Clapton. Eu disse que o som me lembrava David Bowie, na época de Young Americans, porque tanto Lennon quanto Bowie utilizavam o saxofone. Bobby Keys, o saxofonista dos Rolling Stones, fora o de Lennon em músicas como Power To The People.

Já David Sanborn era o saxofonista de Bowie. O tecladista Billy Preston, também com participação em Power To The People, tocara com os Stones e Beatles. Quanta cultura em uma ida para o sebo! Ah, mas para provar a ligação de Lennon com Bowie, os dois compuseram, juntos com o guitarrista Carlos Alomar, a música Fame, em janeiro de 1975. A letra fala sobre a fama e foi incluída no disco Young Americans.

Bom, Rafael não gostou da comparação de Lennon com Bowie porque ele não gosta de Bowie. Como Rafael adora Marilyn Manson, eu disse para ele que Manson disse em uma entrevista que o seu artista preferido era Bowie. Rafael mesmo admitiu a influência de Manson, citando inclusive o uso da lente de contato de Manson para imitar o olho de Bowie, que tem heterocromia. Embora tenha os dois olhos azuis, aparenta ter um olho de cada cor.

Me arrumei rápido e fomos para o show. Rafael deixou suas camisetas do 30 Seconds To Mars em consignação com o Roberto, que está sempre nos shows vendendo camisetas. Já ameaçava chover. Rafael então deixou Suzane dentro do show como ela já tinha ingresso e nós resolvemos ir no hotel Golden Tulip para conhecer a banda. Ah, sim, pude ir para o show porque meu irmão Tiago pôde ir buscar minha mãe no aeroporto.

Para entrar no hotel Golden Tulip, nós temos uma técnica. Lá eles são rigorosos com segurança e eu já fui barrado, assim como outros fãs de bandas. Eu entro falando inglês. Fiz isso no Guns n’ Roses deste ano. “I’m staying at the hotel”, foram as palavras mágicas. “Golden ou Royal”, perguntou o funcionário. “Royal”, respondi. E abre sésamo! Entramos extasiados. Na entrada havia uma ambulância então dissemos: “Entramos no local certo”.

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Al Jourgensen cita Bowie em Primental

Posted in Bandas, Discos, Músicas, Singles, Videos with tags , , , , , , , on August 1, 2011 by gabrielpalmaguitar

A música Primental do Ministry referecia música Always Crashing In The Same Car, do disco Low, de David Bowie. Vou ter que fazer um post sobre esse disco de 1977 porque ele é bom demais!!! Ouça abaixo as duas e compare!!!

A banda Ministry é mais conhecida pelo seu som industrial pesado, mas a primeira fase da banda foi New Wave. A música Primental foi lançada no Cold Case, um de uma série de quatro singles de 12″  lançados pela Wax Track! Records entre 1981 e 1984. Ela é uma versão instrumental de I Wanted To Tell Her, do primeiro LP do Ministry, With Sympathy (1983).

Fonte:

Wikipédia

Discogs

http://www.discogs.com/Ministry-Cold-Life/release/35463

Robert Smith: visual gótico e guitarra

Posted in Perfil with tags , , , , , , , , , , , , on March 19, 2010 by gabrielpalmaguitar

Robert James Smith nasceu em 21 de abril de 1959 na Inglaterra. Ele é o cantor, compositor, vocalista e único membro permanente da banda The Cure desde a sua formação em 1976. Além da guitarra, Smith toca também baixo, teclado, contra-baixo acústico, violino, flauta e trompete.

Infância


Smith é o terceiro de quatro filhos do casal Alex e Rita Smith. Seus irmãos são Richard, Margaret e Janet. Janet Smith é casada com Porl Thompson, o segundo guitarrista do The Cure. Ele e Smith alternam entre bases e solos. Robert Smith tem sido casado com seu romance de colégio Mary Poole desde 1988 e o casal optou por não ter filhos.

Casamento de Robert Smith e Mary Poole

Robert Smith foi criado como católico e frequentou Notre Dame Middle School e St. Wilfrid’s Comprehensive School em Crawley. Ele foi um bom aluno e obteve boas notas, mas a partir dos 11 anos quando começou a tocar guitarra o seu foco passou a ser a música. Ele foi influenciado por The Beatles, Nick Drake, Jimi Hendrix (ele tocou uma versão de Foxy Lady em Three Imaginary Boys, primeiro disco do The Cure), The Stranglers, The Ink Spots, Syd Barrett e David Bowie.

The Cure

Quando The Cure foi formada, Robert Smith não era seu vocalista e só passou a ser depois que o vocalista original deixou a banda. No final dos anos 70 e até meados dos anos 80, Smith compôs as músicas do The Cure em um órgão Hammond com um gravador de fita interno incluindo uma versão completa demo de 10:15 Saturday Night.

Robert Smith tem sido o principal compositor e letrista do The Cure em seus 30 anos de existência. Junto com Lol Tolhurst, escreveu músicas como The Lovecats, Let’s Go To Bed e The Walk.

Robert Smith lançou o quinto disco do The Cure, em 1984, enquanto era guitarrista da banda Siouxsie and the Banshees.

Persona e imagem

Nos anos 80, Robert Smith ajudou a popularizar a imagem gótica em seu modo de vestir com seu batom borrado no rosto, palidez, cabelo preto bagunçado, roupas pretas e tênis. De acordo com o baixista Steven Severin do Siouxsie and the Banshees, Smith começou a usar batom com o de Siouxsie Sioux depois que ele usou ópio. Apesar disso, Smith alega ter usado maquiagem desde criança e não gosta que as pessoas associem The Cure ao movimento gótico.

Robert Smith e Siouxsie Sioux: influência de ópio e batom vermelho

Os temas dos primeiros álbuns do The Cure tratavam de depressão, isolamento e solidão. Esses climas sombrios aliados com a persona no palco de Robert Smith consolidaram a imagem gótica à banda. Entretanto, a banda mudou de assustadora para psicodélica com o disco The Top, de 1984.

Em 1986, Smith mudou sua imagem na imprensa ao aparecer em público com cabelo curto espetado e camisas esportivas pólo. Embora as músicas do The Cure sejam depressivas, Smith declarou que não é assim que ele se sente durante a maior parte do tempo, mas que compõe quando está triste.

Estilo vocal

No começo da banda, Smith usou um estilo vocal suave nas demos de 10:15 Saturday Night e Boys Don’t Cry, e um estilo punk frenético em I Just Need Myself. Esses dois estilos foram deixados de lado quando um terceiro surgiu durante a produção do álbum debutante da banda, Three Imaginary Boys, de 1979. Esse novo som dos vocais pode ser ouvido nas versões finais das músicas e foi empregado até o álbum Bloodflowers, de 2000. Embora as pessoas tenham sempre taxado os vocais de Robert Smith de depressivos, ele também conseguiu cantar músicas felizes como Friday I’m In Love e Mint Car.

Estilo de composição

As composições de Robert Smith têm mostrado várias facetas e estilos diferentes durante os anos. No início incorporou paráfrases literárias da novela de Camus L’Etranger em Killing An Arab, metaficção punk em So What, surrealismo em Accuracy, rock/pop em Boys Don’t Cry e I’m Cold, e climas poéticos em Another Day e Fire In Cairo.

O estilo de compor de Robert Smith tomou um rumo mais pop depois de Pornography, quarto disco da banda, de 1982. Até as músicas mais upbeat têm temas dark, como a música In Between Days.

Robert Smith disse em uma entrevista que o som que ele mais gosta de fazer com The Cure é o que cria uma atmosfera. Ele não acha que exista um som típico da banda, mas sim vários sons que mudaram com o tempo e as formações diferentes da banda.

Colaborações

Robert Smith tem feito trabalhos fora do The Cure. Foi guitarrista do Siouxsie and the Banshees em 1979 e de 1982 a 1984. Teve um trabalho paralelo com o baixista dessa banda, Steven Severin, em 1983 chamado The Glove. Em 1980 cantou backing vocals na música The Affectionate Punch no álbum de estreia do The Associates, da gravadora Fiction Records, a mesma do The Cure na época. A música Cut Here, do The Cure, é sobre o suicídio de Billy Mackenzie, vocalista do The Associates, em 1997.

Em 1998, Robert Smith fez um projeto paralelo de uma música, A Sign From God, com Jason Cooper e Reeves Gabrels, guitarrista de David Bowie, sob o nome COGASM para o filme Orgazmo.

Em 2000 Smith contribuiu na faixa Yesterday’s Gone no disco solo de Reeves Gabrels Ulysses (Della Notte).

Em 2003 Smith colaborou com a banda pop punk Blink-182 na música All Of This.

Em 2004 Smith co-escreveu e cantou na música Truth Is da banda Tweaker de Chris Vrenna, antigo programador e baterista da banda industrial Nine Inch Nails e atual tecladista, compositor, produtor e engenheiro de som de Marilyn Manson.

Chris Vrenna com Gabriel Palma em São Paulo, 2007, na cobertura do Hotel Unique

Smith cantou com Junior Jack no hit de boate Da Hype e participou de seu remix no disco Trust It.

Blank & Jones remixaram A Forest com Smith nos vocais.

Smith também foi vocalista e co-autor de Perfect Blue Sky de JunkieXL.

Em 2005 Smith juntou-se com Billy Corgan, vocalista e guitarrista de The Smashing Pumpkins e Zwan, para um cover de To Love Somebody dos Bee Gees no primeiro disco solo de Corgan, TheFutureEmbrace.

Smith também cantou como convidado na faixa Come To Me no disco We Were Exploding Away da banda 65daysofstatic.

Aparições como convidado

Em 1993 Smith apareceu como ele mesmo no programa de comédia da BBC2 Newman & Baddiel In Pieces. Em um cemitério, Smith, que sofreu paródias constantes dos dois comediantes, dizia: “Nunca me senti tão miserável”.

Em 9 de janeiro de 1997, Smith subiu ao palco com David Bowie no concerto para comemorar os 50 anos de David Bowie em Madison Square Garden, Nova York, para fazer duo em duas músicas de Bowie: The Last Thing You Should Do e Quicksand.

Em 2004 Smith foi um dos três apresentadores convidados para John Peel no BBC Radio 1, uma semana antes da morte de Peel. Em novembro Smith subiu ao palco com Placebo no show de arena deles em Wembley para cantar a música de sucesso de Placebo Without You I’m Nothing e Boys Don’t Cry, do The Cure.

Ainda em 2004, Smith cantou em um show com Blink-182 All Of This e Boys Don’t Cry.

Em 2006 Smith com sua banda The Cure juntou-se à banda de new metal Korn em show acústico dessa para mesclar Make Me Bad, de Korn, com In Between Days, do The Cure.

Smith também está em um episódio de South Park, em que batalha com “Mecha” Barbra Streisand em uma luta que destrói por completo a cidade de South Park. Smith se assemelha muito com Mothra dos filmes de Godzilla, mas tem a habilidade do “soco de robô” para nocautear a versão Godzilla (Mecha) de Streisand. Em uma cena, ele chuta Cartman no meio das pernas para conseguir de volta seu walkie-talkie. No final do episódio, quando Smith caminha para o pôr do sol, Kyle opina que Desintegration é o melhor álbum de todos os tempos.

Robert Smith em South Park

Smith também é convidado na trilha sonora de Alice no Pais das Maravilhas de Tim Burton, Almost Alice, na faixa Very Good Advice, um cover de uma das músicas do Alice no Pais das Maravilhas original de 1951.