Archive for jim root

Rig do Slipknot

Posted in Equipamento with tags , , , , , on May 18, 2011 by gabrielpalmaguitar

Eduardo Krueger conseguiu para o blog fotos do equipamento do Slipknot. Veja abaixo!

Baixos do falecido Paul Gray

Guitarras do Jim Root

Guitarras do Mick Thomson

Efeitos do Jim Root (no estúdio de gravação de All Hope Is Gone)

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O que é fretboard radius?

Posted in Entendendo a guitarra with tags , on May 13, 2011 by gabrielpalmaguitar

Quem assistiu o vídeo de Jim Root falando sobre seu equipamento pode ter ficado com dúvida quando ele falou sobre o radius de sua guitarra. O que significa isso afinal? Pesquisando na internet, eu pude achar que se trata de fretboard radius. Há um artigo de Jimmie Leslie, de 2006, para a musicplayer.com que trata bem do assunto. Vou colocar aqui algumas das explicações dele.

O que é fretboard radius?

É o arco no qual o braço é lixado que proporciona um comforto maior para a mão. Pode ser mais plano ou mais abaudalado dependendo do tipo de guitarra. Essa medida é calculada em polegadas nos Estados Unidos. A maioria dos violões de aço tem radius de 12″ a 17″, dependendo do fabricante e da finalidade do instrumento. A Martin tem tradicionalmente 15″. As Gibsons são de 12″ porque esse é o radius típico da Les Paul. Os violões da Taylor têm um radius menor porque são braços são feitos para se assemelharem à guitarra. Instrumentos construídos para dedilhados têm pestanas largas e radius plano de 15″ a 17″.

O que significam as medidas?

Quanto maior o número, mais plano o fretboard. Olhando pelo headstock (mão), o fingerboard pode ser visto como a superfície plano de um cilíndro largo. O fret (traste) tem uma leve curvatura e o arco pode ser visto como um círculo com um ponto central. O radius é a distância até esse ponto. Se você desenha uma linha perpendicular do meio do traste até ponto central do cilindro hipotético, você visualizará o círculo externo. Um radius de 12″ significa que o centro do círculo está a 12 polegadas de distância do traste. Esse é um círculo menor do que um como 17″, que deixa com que a parte externa do círculo seja mais plana.

Como que o fretboard radius influencia na tocabilidade?

É uma questão de ter abilidade para bends e de tocar um dedilhado. Quanto menor o número do radius, mais fácil é para fechar a mão por volta do braço. Uma Fender Telecaster antiga tem um radius de 9″, ou seja, é muito abaulada, facilitando na execução dos acordes. Mas você consegue fazer bends sem trastejar se não regula as cordas bem altas. Por outro lado, é difícil fazer um acorde com pestana em um violão porque os fretboards em violões clássicos podem ser tão planos que parecem côncavos.

Reza a lenda que Andrés Segovia nunca tocaria em um violão com braço abaulado. Alguns já preferem um fretboard com radius composto, que é mais abaulado na pestana e mais plano na segunda oitava (à partir da décima segunda casa). Fretboard radius é apenas um dos aspectos da tocabilidade de um instrumento.

Como você mede o radius?

Com radius gauges, que podem ser adquiridas no Stewart MacDonald e Luthiers Mercantile International, permitem que você combine a curvatura do gauge com o fretboard de sua guitarra. Você pode alterar o radius do fretboard quando a guitarra está sem trastes. Basta lixar o braço. E há inclusive blocos de lixar já no formato de curvaturas.

O fretboard radius deve ser analisado na hora da compra de uma guitarra?

Um comprador educado pode levar um radius gauge para a loja de instrumentos. Na hora de avaliar qual guitarra gosta mais de tocar, ele pode medir seu fretboard radius. Demora para avaliar tensão das cordas, string gauge e o fretboard radius.

Matéria original: http://www.musicplayer.com/article/fretboard-radius/Sep-06/23104

Imagens: www.matheasguitars.com.au

www.ratcliffe.com.za

Stone Sour na Guitar World

Posted in Entrevistas with tags , , , , on May 10, 2011 by gabrielpalmaguitar

Jim Root e Josh Rand

Recentemente, os guitarristas do Stone Sour responderam a perguntas dos leitores da revista Guitar World. O guitarrista Jim Root toca também mascarado no Slipknot, assim como o vocalista do Stone Sour, Corey Taylor. Eu achei muito interessante a entrevista e fiz uma tradução livre que reproduzo a seguir.

Quais foram as ideias por trás das composições e da gravação do novo disco Audio Secrecy? Ronnie Stahl

Jim Root O combustível foi um pouco de raiva, insegurança, um complexo de Deus (“Isto é a melhor coisa do mundo!”), assim como sentimentos “Não sei se isso presta” (risos). Cada dia foi uma emoção diferente. Sou meu pior crítico.

Josh Rand Foi um processo de tentativa desta vez. Não queríamos recriar Come What(ever) May, de 2006. Cada um dos cinco integrantes da banda mandava uma música para os outros e a resposta geralmente era “Já fiz isso”. Isso deixa o compositor com um pouco de raiva. Eu diria que entre compondo, pré-produção e gravação, experimentamos todas as emoções possíveis.

Quais foram suas principais guitarras e amplificadores durante as gravações? – Raymond Scott

Root Tivemos muitas guitarras e amplificadores à nossa disposição. A guitarra principal para as músicas pesadas foi a minha Telecaster protótipo. Para um tone limpo, usei uma Strat e minha Gretsch modelo Brian Setzer.

Meu setup básico de amp para os tones pesados foi um Orange Rockerverb 100 com um Bogner Uberschall que foi modificado para mim. O Orange passou por um cabinet da Orange, enquanto o Uberschall foi por um cabinet mais antigo da Marshall com Greenbacks (falantes da Celestion). Usamos um PCP da Little Labs (splitter de guitarra) para misturar o signal da minha guitarra com esses dois amplificadores. Também usei um combo da Budda em muita coisa. Para timbre limpo, meus amplis foram um combo VOX AC30 do final dos anos 60 e um Bat Cat Hot Cat.

Rand Minha guitarra principal para a gravação foi uma PRS candy-apple e o amplificador foi um Hughes & Kettner. E é o mesmo que eu uso ao vivo.

Josh, como o Jim toca também no Slipknot, você acha que ele escreve alguma coisa que não encaixa com o Stone Sour? – Dan C.

Rand Na verdade, sou eu quem levo os riffs pesados para o Stone Sour. Um exemplo é a música The Pessimist que não foi lançada ainda. É a música mais rápida e pesada que já fizemos, razão pela qual foi arquivada. Eu usei a escala Hindu para o solo, que considero como o melhor que já gravei. É o solo mais rápido que já toquei e fiz umas harmonias em terças nele também. É muito bom! Mas provavelmente nunca vai sair! (risos)

Qual é a origem do nome Stone Sour? – Kevin

Rand Eu não estava na banda na época, mas de acordo com a história, a banda tinha uma reunião para criar um nome. O baterista original, Joel Ekman, levou um menu de drinks para ajudar nas ideias e Corey gostou do nome Stone Sour.

Root (risos) Antes de lançar o primeiro disco, nós chegamos a pensar em mudar o nome da banda. Havia vários nomes: Tarantula Bomb, Superego, Section 8. Alguns já existiam e outros não eram muito bons. Então decidimos ficar com Stone Sour. Afinal, o que está em um nome?

Como vocês dividem as partes de guitarra no estúdio? – Nicholas Zarahrias

Rand Nós só tocamos. Jim gosta de fazer o ear candy (melodias) e overlaying (dobras de guitarra). Eu geralmente toco a faixa base principal. Já os solos, nós dividimos. Nos primeiros dois disco, quem escreveu a música fez o solo. Mas desta vez, o produtor Nick Raskulinecz fez a divisão. Inicialmente eu não ia tocar solos nesse disco, mas eu fui obrigado! (risos) Eu toquei nos solos de Bitter End, Perfect e durante a primeira metade de Mission Statement. Eu já provei pra mim mesmo que posso tocar rápido, então desta vez eu quis concentrar em outras coisas que eu tenho que melhorar como voicings.

Root Na verdade, Corey (o vocalista) toca o solo de Pieces. Eu ia fazer esse solo, mas no dia estava ocupado com outra coisa. Por causa do tempo, Nick pediu para Corey. É um bom solo, pentatônico, que é a maneira que Corey toca, e combina com a música, que é o importante.

Jim, no Slipknot vocês usam máscaras, enquanto no Stone Sour, não. É esquisito mudar de um para o outro? – Robert Wilson Jr.

Root É muito esquisito e toda vez que nós mudamos de equipamento para fazer um disco com Stone Sour é algo que me assusta. Eu estou começando a me sentir comfortável com a minha própria sem uma máscara no palco. Quando você está com uma máscara, se sente invencível. É como se ninguém pode te ver e você pode fazer o que quiser sem consequências. Mas quando você está sem máscara, se sente um pouco pelado no palco. É esquisito.

Josh, qual é a coisa mais louca que você já viu na plateia enquanto toca? – Jon

Rand Seria provavelmente as duas lésbicas que sentaram na minha frente em um dos shows da última turnê. Elas foram retiradas pela segurança porque começaram a tirar a roupa e a se pegar. Eu não me movi muito durante esse show. (risos) Fiquei só “Nossa, isso é muito louco!”

Jim, qual foi sua memória mais querida do integrante Paul Gray da sua banda Slipknot que morreu recentemente? – Lisa D.

Root Provavelmente, uma das melhores qualidades de Paul é que ele tinha um amor por tudo. Eu sei que ele teria sido o cara que teria ouvido nosso disco e teria gostado dele de maneira genuína. Ele teria muito a dizer sobre as composições e sobre as melodias. É o seu amor genuíno por pessoas que eu lembro mesmo.

Fonte: Guitar World

Matéria: Kory Grow

Foto: Timothy Hughes

Link para matéria original: http://www.guitarworld.com/article/dear-guitar-hero-jim-root-and-josh-rand?page=0%2C0

Equipamento de Jim Root

Posted in Equipamento with tags , , , , on May 2, 2011 by gabrielpalmaguitar

Meu irmão Tiago Palma mandou para mim via Facebook um link que ele achou no site da Roadrunner Records de um vídeo que Jim Root, guitarrista do Slipknot e Stone Sour, fez para a All Axess sobre o seu Fly Rig, o equipamento que ele usa no exterior, neste caso na Austrália. Confira!