Archive for vince neil

Vegas Rocks! Magazine Award dá prêmios a rockeiros

Posted in Cantores, Celebridades, Eventos, Guitarristas, Mötley Crüe, Notícias with tags , , , , , , , on July 26, 2011 by gabrielpalmaguitar

O vocaiista do Mötley Crüe, Vince Neil, vai receber o prêmio Lifetime Achievement in Rock ‘n’ Roll no Vegas Rocks! Magazine Award no showroom principal do Hilton de Las Vegas no dia 21 de agosto. Outros rockeiros que irão passar pelo tapete vermelho e receber prêmios são os guitarristas John 5 (Marilyn Manson/Rob Zombie) e Steve Stevens (Billy Idol). Para quem estiver lá, os ingressos custam 25 dólares!!! Uma pechincha!

Fonte:

Blabbermouth.net

www.vegasrocks.com

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Conferência de imprensa do Mötley Crüe no México

Posted in Ao vivo, Bandas, Entrevistas, Mötley Crüe, Notícias, Tommy Lee, Tour, Turnê, Videos with tags , , , , on May 25, 2011 by gabrielpalmaguitar

Escrevo isto com certa tristeza por não ter havido uma no Brasil, mas o Mötley Crüe, a maior banda do planeta, deu uma conferência de imprensa ontem (24/6) no México, no Palácio de los Deportes, há exatamente uma semana depois do show em São Paulo, no Credicard Hall.

Foi no Palácio de los Deportes que eu vi um show de Mötley Crüe com John Corabi em 1994. Na época, eu tinha 12 anos e quem me levou foi minha mãe, que curtiu o show comigo. Eu só não curti as suásticas que foram usadas nas projeções.

Achei bem legal a decoração com as capas dos discos na conferência de imprensa. Inclusive há a capa do greatest hits novo que eu não tenho. Alguém quer me dar de presente?

Contato com Mötley Crüe – Day 1

Posted in Mötley Crüe with tags , , , , , on April 2, 2011 by gabrielpalmaguitar

Acabei de entrevistar por telefone Gabe Reed, o produtor que está trazendo Mötley Crüe ao Brasil pela primeira vez. Gabe Reed marcou de me ligar às 14h horário do Texas e me ligou alguns minutos atrasados me pedindo desculpas.

Quando perguntei o que o motivou a trazer Mötley Crüe ao Brasil, ele me disse que já tinha trazido outras bandas para a América Latina como o Kiss e o próprio Vince Neil, vocalista do Crüe. Com a vinda de Vince, no ano passado, ele percebeu que o Mötley Crüe nunca tinha vindo ao Brasil e que teriam público aqui.

Reed então jogou a ideia para a banda e eles gostaram, ficando mais tranqüilos pelo fato de Vince já ter estado aqui. “Quando Vince veio, ficou impressionado com a quantidade de fãs que têm no Brasil. O mesmo show que ele fez nos EUA lotou bem mais aqui. Por isso ele quer vir mais vezes”, disse Gabe Reed.

O produtor também prefere trabalhar com shows na América do Sul porque “o público daqui é mais louco e os shows são maiores do que nos Estados Unidos, onde há shows toda a hora”.

Segundo Reed, Mötley Crüe optou por começar a turnê na América do Sul justamente porque aqui seria um lugar para eles se aquecerem com a recepção calorosa do público, antes de seguir para o México e finalmente voltar aos Estados Unidos para se apresentar com Poison e The New York Dolls.

“Tommy Lee in particular is excited about going to Brazil” (Tommy Lee em particular está empolgado em vir para o Brasil), Gabe Reed me disse. Além disso, revelou que Vince Neil espera ter oportunidade de realizar um desejo que na sua estada anterior não foi possível: hospedar-se em um hotel na praia de Copacabana.

Como desta vez também irá se apresentar apenas em São Paulo, será preciso abrir espaço na agenda para um dia de folga no Rio.

Marky Ramone’s Blitzkrieg em Brasília

Posted in Shows with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on January 4, 2011 by gabrielpalmaguitar

Fiquei sabendo! Marky Ramone tocará em Brasília na sexta-feira, dia 5 de novembro de 2010, pelo Pílulas Porão do Rock, no Arena. Eu não queria perder esse show por nada. Comprei os ingressos antecipados para mim, minha namorada, Alessandra, e meu irmão, Tiago. No dia do show, juntei todos os CDs dos Ramones que eu tinha em que Marky tocava, na esperança de conseguir os autógrafos dele. Coloquei os encartes dentro de um envelope junto com uma caneta permanente e saí para o show. De tão preocupado com os encartes e com a possibilidade de poder conhecer Marky e tirar fotos com ele, esqueci os ingressos em casa!!!

Ao chegar no show, um conhecido que estava trabalhando com uma das bandas de abertura, Gonorantes, falou que viu Marky durante a passagem de som! Eu fui pirando com aquilo. Queria conhecê-lo. Sentei com Alessandra, Tiago e amigos: Letícia e Punk, Dani e Seabra; em uma barraca de cachorro-quente. Depois de algumas cervejas, eles decidiram entrar pra ver a banda de abertura enquanto eu fiquei com Alessandra na barraquinha. Bendita decisão!

Marcelo Seabra, Dani Cureau, Tiago Palma e eu

 

De repente chega uma van querendo adentrar o local. “Pronto”, eu falei, “é Marky Ramone!!!”. E não deu outra, fiquei em frente à van que tinha Marky Ramone no banco de passageiro!!! Ele estava com o seu cabelo típico e todos os fãs se amontoavam para vê-lo. Marky acenou para os fãs. Eles cantavam em coro: “Hey Ho Let’s Go!”. Peguei minha máquina o mais rápido que pude e tirei uma foto desse momento, antes da van entrar pelos portões.

 

Marky Ramone chegando no Arena

Ao voltar para Alessandra eu disse: “Amor, era o Marky Ramone!”. “Por que você não me avisou que era ele? Eu teria me jogado em frente àquela van!!!”, ela disse. “Mas eu te disse que era ele e você não acreditou”, respondi. “Sim, mas se você tivesse gritado de lá eu teria me jogado!!!!”, disse Alessandra.

Alessandra e eu

A banda que Marky trouxe foi batizada de Marky Ramone’s Blitzkrieg e a turnê de Marky Ramone’s South American Blitzkrieg. A banda é formada por Marky Ramone na bateria, claro, Michale Graves, ex-frontman e vocalista dos Misfits, nos vocais, e El Tucán, na guitarra, e Niño, no baixo, ambos da banda Los Violadores, substituindo Alex Kane e Clare B, respectivamente, da banda Anti-Product.

Entrando no local do show, já impressionou uma manta com a logomarca do Marky Ramone’s Blitzkrieg atrás do palco e a bateria dourada de Marky Ramone. Não posso falar sobre a primeira banda de abertura, Gonorants, porque não vi o show. A segunda, The Squintz, fez um punk rock em inglês que não me impressionou.

A estrutura de palco estava uma bosta. Para as bandas de abertura já não era uma boa estrutura. O palco minúsculo não condizia com o porte de Marky Ramone, uma lenda viva (Marky já foi induzido no Rock ‘n’ Roll Hall Of Fame, e assim como os outros Ramones, tem uma estrela com seu nome). Se você for a qualquer loja de música (CDs, DVDs, livros) da cidade, vai encontrar produtos dos Ramones. Eles são uma das maiores bandas de toda a história do rock, sendo reverenciada por integrantes das maiores bandas da atualidade: Green Day, U2, Metallica, entre muitas outras.

Alessandra

Nós demos sorte porque conseguimos ficar na grade do show. Antes de começar o show de Marky Ramone, eu vi Alf, das bandas Rumbora e Raimundos, e perguntei pra ele se me conseguiria autógrafos de Marky. “Você tem que falar com o Simon”, respondeu, apontando para o roadie de Marky, Simon Chainsaw. Eu e, especialmente, Alessandra, começamos a gritar: “Simon!!!”. Simon fez sinal com a mão para nós esperarmos. Assim que pôde, veio até nós. Eu mostrei pra ele o envelope com os encartes. “Eu vou ver o que posso fazer”, ele disse. Continuou a montar o palco pra banda e sumiu no backstage.

Simon Chainsaw

Segundos antes do show começar ele veio até mim com o envelope e o set list!!! Eu guardei rapidamente no meu bolso com medo de alguém da plateia querer roubar de mim, deixando pra ver depois a minha surpresa. Por sorte, ninguém meteu a mão no meu bolso, e quando fui olhar no final do show, Marky e Michale Graves tinham autografado TODOS os encartes que eu levei (seis dos Ramones e um dos Misfits), assim como o set list, que estava inclusive com a letra do refrão de Dig Up Her Bones, dos Misfits, no verso.

Quando o show de Marky Ramone começou foi uma loucura. Todos começaram a pular iguais a uns loucos e para ficar no mesmo lugar foi um sacrifício. Sempre tem uns idiotas que não sabem a diferença entre violência e diversão. Faltaram punks verdadeiros no local, que não tem dinheiro para ir no show do Marky Ramone, e sobraram playboys bêbados descendo a porrada na galera que queria curtir o show numa boa.

Com a manta com a logomarca do Marky Ramone’s Blitzkrieg, a águia dos Ramones com duas baquetas nas mãos, atrás do palco, Marky, em sua bateria dourada, ficava em frente à águia, dando a impressão de que as asas lhe pertenciam, indicando talvez que ele seja o próximo dos Ramones a morrer, depois de Joey Ramone, Johnny Ramone e Dee Dee Ramone.

Marky Ramone entrou nos Ramones depois que Joey, nos vocais, Johnny, na guitarra, e Dee Dee, no baixo, já tinham gravado seus três primeiros discos com o baterista Tommy Ramone, que inclusive compunha músicas (foi ele quem escreveu a letra de Blitzkrieg Bop, hino dos Ramones). Muitas das músicas do show foram tiradas desses discos: Ramones (1976), Leave Home e Rocket To Russia (ambos de 1977). Eles contém os principais clássicos da banda.

Rockaway Beach

A primeira música do show, como no It’s Alive (1979), foi Rockaway Beach, do disco Rocket To Russia. Escrita no estilo dos Beach Boys por Dee Dee, que segundo Johnny, é o único membro dos Ramones que gosta de praia, essa música fala sobre o bairro Rockaway Beach, em Queens, Nova York, local de origem dos Ramones e onde Dee Dee gostava de passar tempo.

De acordo com Legs McNeil, co-autor do livro Mate-me por favor: Uma História Sem Censura do Punk (1997), que foi lá uma vez com Joey, o lugar era um esgoto. “Tinham garotas viciosas de bikini e salto-alto bebendo cervejas tallboy (em latão) dentro de sacos de papel. Todos estavam chapados de Quaaludes e Tuinals”.

Quaaludes é uma droga sedativa e hipnótica depressora do sistema nervoso central, do princípio ativo Methaqualone, conhecida também como Mandrix. Tuinal é uma droga composta de dois sais barbitúricos, com inúmeras referências na cultura pop. Na letra de Psycho Therapy, dos Ramones, Joey canta I like taking Tuinal/It keeps me edgy and mean/I’m a teenage schizoid/I’m a teenage dope fiend.

Teenage Lobotomy

A segunda música foi Teenage Lobotomy, também do disco Rocket To Russia. Escrita por Dee Dee, ela tem um grito de guerra de lobotomia, que, segundo o Houaiss, é “uma intervenção cirúrgica no cérebro na qual são seccionadas as vias que ligam as regiões pré-frontais e o tálamo, usada no passado nos casos graves de esquizofrenia”. A letra dessa música fala também de DDT, um pesticida sintético.

Psycho Therapy

A terceira música foi Psycho Therapy, do disco Subterranean Jungle (1983), escrita por Dee Dee e Johnny. Assim como muitas músicas dos Ramones, ela fala sobre problemas mentais. Embora Marky tenha tocado no disco, quem aparece no vídeo-clipe de Psycho Therapy é Richie Ramone. Skid Row faz um cover dessa música no EP B-Side Ourselves (1992).

Do You Wanna Dance?

A quarta música foi Do You Wanna Dance?, de Bobby Freeman (1958). Ela foi gravada pelos Beach Boys (1965), Bette Midler (1972), John Lennon e T. Rex (1975), antes de ser gravada pelos Ramones, Rocket To Russia (1977). A versão dos Ramones foi utilizada nos comerciais do DVD do filme Wall-E nos Estados Unidos e no filme Rock ‘n’ Roll High School com os Ramones (a música Rock ‘n’ Roll High School foi lançada no disco End Of The Century, de 1980).

I Don’t Care

A quinta música foi I Don’t Care. Escrita por Joey, ela é do disco Rocket To Russia, que no encarte tem um cara pensando na explosão do mundo. A música Que pais é esse?, da Legião Urbana, tem uma base muito parecida com ela, se não idêntica (A da Legião é em Mi menor e a dos Ramones é em Lá Maior). Essa música foi um dos pontos altos de Michale Graves no show.

Sheena Is A Punk Rocker

A sexta música do show foi Sheena Is A Punk Rocker, do disco Rocket To Russia, que no encarte tem uma espécie de Jane do Tarzan. Segundo Legs McNeil, essa música, escrita por Joey, engloba todas as influências dos Ramones: Beach Boys, The Stooges, Bay City Rollers, New York Dolls, Rolling Stones, Jimi Hendrix, Mountain, Herman’s Hermits, 1910 Fruitgom Co., Sweet, Marc Bolan, Velvet Underground etc.

Havanna Affair

A sétima música foi Havanna Affair, escrita por Dee Dee e Johnny, do disco Ramones. Segundo a Wikipédia, Ela foi inspirada no quadrinho Spy vs. Spy do ilustrador cubano Antonio Prohias. A banda Red Hot Chili Peppers fez uma versão para essa música para o disco We’re a Happy Family – A Tribute To The Ramones (2003), produzido por Rob Zombie e Johnny Ramone, que escolheu-a para abrir o álbum por ter sido seu cover favorito.

Commando

A oitava música foi Commando, do álbum Leave Home, escrita por Dee Dee. No encarte da reedição da Rhino, Donna Gaines, uma escritora que cresceu no Rockaway Beach, explica que a letra veio da fixação dos Ramones por filmes de guerra.

“A letra fala sobre a preparação de soldados para Vietnam, sua capital, Hanói, e a Alemanha Oriental. Ela tem uma série de ordens dementes criadas por Dee Dee: seguir as leis alemãs, ser gentil à mamãe, não falar com os comunistas e comer salamis kosher”.

Beat On The Brat

A nona música foi Beat On The Brat. Do primeiro disco, Ramones, Joey escreveu essa música depois que ficou irritado com a choradeira dos filhos das madames ricas de Forest Hills, particularmente de um deles, no playground, que deixou-o com vontade de matá-lo.

53rd and 3rd

A décima música foi 53rd and 3rd, também do disco Ramones. Dee Dee escreveu a letra dessa música, alguns dizem que de forma autobiográfica, sobre um gigolô que consegue um cliente na interseção da East 53rd Street com a 3rd Avenue em Midtown Manhattan, famoso ponto de prostituição nova-iorquino. No final, o gigolô mata o cliente com uma navalha para provar que não é homossexual.

Do You Remember Rock ‘n’ Roll Radio?

A décima primeira música foi Do You Remember Rock ‘n’ Roll Radio?, do disco End Of The Century. O nome desse disco vem da letra dessa música: It’s the end, the end of the seventies/It’s the end, the end of the century. Ela também fala algo super-importante para o rock ‘n’ roll: We need a change, we need it fast/Before rock’s just part of the past. E há referência lúdica: Do you remember lying in bed/With the covers pulled over your head/Radio playin’ so no one can see.

Capa do End Of The Century autografada por Marky Ramone

Now I Wanna Sniff Some Glue

A décima segunda música foi Now I Wanna Sniff Some Glue. Escrita por Dee Dee e do disco Ramones, foi a primeira música dos Ramones que não começava com uma negação (I don’t). hahahahaha

Judy Is A Punk

A décima terceira música foi Judy Is A Punk, também do disco Ramones. Segundo Donna Gaines, Joey escreveu essa música sobre duas fãs dos Ramones, Judy e Jackie, que eram delinqüentes juvenis locais, punks se metendo em encrenca. “Elas morreram em um acidente de avião, tornando a letra perhaps they’ll die em uma profecia”.

Poison Heart

A décima quarta música do show foi Poison Heart. Essa música, do disco Mondo Bizarro, foi escrita por Daniel Rey, ex-baixista do The Dictators, e Dee Dee, já fora da banda, em troca de uma fiança para tirar Dee Dee da cadeia. Ela foi incluída no filme Cemitério Maldito 2 (1992).

Capa de Mondo Bizarro autografada por Marky Ramone

I Believe In Miracles

A próxima música (15) foi I Believe In Miracles, do disco Brain Drain (1989), escrita por Daniel Rey e Dee Dee. Sobre esse disco, Dee Dee, segundo a Wikipédia, disse: “Foi difícil gravá-lo. Todos da banda descontavam seus problemas, de namorada, financeiros, mentais, em mim”. Essa música foi gravada por Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam, com a banda de hardcore Zeke para o disco We’re a Happy Family.

Capa de Brain Drain autografada por Marky Ramone

The KKK Took My Baby Away

A décima sexta música foi The KKK Took My Baby Away, escrita por Joey, do disco Pleasant Dreams (1981). Marilyn Manson fez um cover dessa música no disco We’re a Happy Family. A partir dessa música, infelizmente não consegui filmar mais devida a violência em frente à grade (os seguranças estavam deitados tentando segurá-la).

Pet Sematary

A próxima música (17) foi Pet Sematary, escrita por Dee Dee e Daniel Rey, do disco Brain Drain. Essa música foi incluída no filme Cemitério Maldito (1989).

Chinese Rock

Na sequência, tocaram Chinese Rock (18), escrita por Dee Dee e Richard Hell, para o disco End Of The Century (1980). Essa música foi gravada anteriormente pela banda Johnny Thunders and the Heartbreakers no disco L.A.M.F. (1977). De acordo com Dee Dee, segundo relata no livro Mate-me, por favor, ele escreveu-a sozinho, no apartamento de Debbie Harry em First Avenue e First Street, depois de Richard Hell ter dito que queria escrever uma música sobre heroína melhor que Heroin, de Lou Reed.

Marky Ramone e Michale Graves

I Wanna Be Sedated

Em seguida tocaram I Wanna Be Sedated (19), de Joey, do primeiro disco de Marky com os Ramones, Road To Ruin (1978). A música é sobre a primeira ida dos Ramones à Inglaterra, onde passaram o natal assistindo a filmes americanos na televisão. Muitos covers foram feitos dela: Vince Neil, no single de Sister Of Pain, Rita Lee, no MTV ao vivo (2004), em uma versão horrorosa traduzida para o português, Offspring, em We’re A Happy Family. O vídeo-clipe dessa música, entretanto, foi lançado em 1988, promovendo a coletânea Ramones Mania.

I Don’t Wanna Walk Around With You

A próxima música foi I Don’t Wanna Walk Around With You (20), de Dee Dee, do disco Ramones (1976). De acordo com a Wikipédia, Johnny teria dito que a primeira gravação dessa música foi em 1974, com o título I Don’t Wanna Get Involved With You.

Today Your Love, Tomorrow The World

Em seguida tocaram Today Your Love, Tomorrow The World (21), também do disco Ramones. A esta é dada o crédito a todos da banda. Segundo a Wikipédia, a música é sobre um membro da Juventude Hitlerista ou Hitleriana, que visava treinar crianças e adolescentes de 6 a 18 anos. Segundo Donna Gaines, Johnny Ramone teria dito que a imagem nazista funcionou como estética, e não política, e que para Joey, a música era sobre a união entre fãs e banda.

Pinhead

A próxima música foi Pinhead (22), de Dee Dee, do disco Leave Home. A inspiração para essa música veio depois da banda ter ido assistir ao filme Freaks (1932), de Tod Browning, quando um show deles em Ohio foi cancelado por causa de chuva. O trecho da letra Gabba gabba/We accept you/We accept you/One of us foi baseado na frase do filme gooble gooble, gooble gooble, one of us, one of us. Durante muitos shows dos Ramones, o roadie Bubbles aparecia no final com uma máscara de pinhead e um cartaz com a frase Gabba gabba hey.

Encore #1

O próximo bloco do show foi o encore #1 com o set acústico de Michale Graves.

Scream!

A primeira música foi Scream! (23), do disco Famous Monsters (1999), da banda Misfits. De acordo com a Wikipédia, essa música foi escrita em um estacionamento de Seattle, durante uma turnê dos Misfits, quando a banda ficou sabendo que o diretor Wes Craven queria usar uma música deles para o filme Mestre dos desejos (Wishmaster). Entretanto, eles gravaram uma versão demo para o filme Pânico 2 (Scream 2), que acabou não sendo usada.

Saturday Night

A próxima música foi Saturday Night (24), também do disco Famous Monsters.

Descending Angel

A música seguinte foi Descending Angel (25), escrita pelos Misfits e Daniel Rey, para o disco Famous Monsters.

Encore #2

Dig Up Her Bones

O próximo bloco, encore #2, começou com a música Dig Up Her Bones (26), do disco American Psycho (1997), dos Misfits.

Poster do encarte de American Psycho autografado por Michale Graves

When We Were Angels

Em seguida tocaram When We Were Angels (26), composição de 2009 do Marky Ramone’s Blitzkrieg.

I Just Wanna Have Something To Do

Na seqüência tocaram I Just Wanna Have Something To Do (27), escrita por Joey, do disco Road To Ruin.

Cretin Hop

Depois tocaram Cretin Hop (28), escrita por Tommy, Johnny e Dee Dee, do disco Rocket To Russia, que, segundo a Wikipédia, foi inspirada na rua Cretin Avenue em St. Paul, Minnesota, que recebeu o nome em homenagem ao Bishop Joseph Crétin.

R.A.M.O.N.E.S.

Em seguida tocaram a música R.A.M.O.N.E.S. (29), escrita pela banda Motörhead, como um tributo aos Ramones, que a regravaram para o disco Greatest Hits Live! (1996).

Encarte de Greatest Hits Live! autografado por Marky Ramone

Encore #3

Have You Ever Seen The Rain?

O último bloco, encore #3, começou com a música Have You Ever Seen The Rain? (30), de John Fogerty do Creedence Clearwater Revival. Esse clássico do rock ‘n’ roll de 1970 foi gravado pelos Ramones no disco Acid Eaters (1993).

Encarte de Acid Eaters autografado por Marky Ramone

What A Wonderful World

A penúltima música foi What A Wonderful World (31), de Bob Thiele e George David Weiss. Originalmente gravada por Louis Armstrong, Marky Ramone tocou a bateria dessa música no disco solo de Joey Ramone Don’t Worry About Me (2002). O disco foi lançado depois da morte de Joey, falecido em 2001.

Eu tenho esse encarte (o CD foi roubado junto com outros CDs e o som do meu carro em 2002), mas esqueci ele em casa, assim como o Loco Live (1992), quando peguei os autógrafos de Marky (fica para a próxima, assim como os outros CDs em que ele tocou e eu ainda não tenho. Vou ter…hehehe).

Blitzkrieg Bop

Voltei a filmar!

A última música do show foi Blitzkrieg Bop (32), escrita por Tommy e Dee Dee, para o disco Ramones. Essa é o hino dos Ramones. Ela contém o famoso Hey! Ho! Let’s Go!, o grito de guerra dos Ramones.

Setlist

1 Rockaway Beach – Rocket To Russia – Dee Dee

2 Teenage Lobotomy – Rocket To Russia – Dee Dee

3 Psycho Therapy – Subterranean Jungle – Dee Dee e Johnny

4 Do You Wanna Dance? – Rocket To Russia – Bobby Freeman

5 I Don’t Care – Rocket To Russia – Joey

6 Sheena Is a Punk Rocker – Rocket To Russia – Joey

7 Havanna Affair – Ramones – Dee Dee e Johnny

8 Commando – Leave Home – Dee Dee

9 Beat On The Brat – Ramones – Joey

10 53rd and 3rd – Ramones – Dee Dee

11 Do You Remember Rock ‘n’ Roll Radio? – End Of The Century – Joey

12 Now I Wanna Sniff Some Glue – Ramones – Dee Dee

13 Judy Is A Punk – Ramones – Joey e Dee Dee

14 Poison Heart – Mondo Bizarro – Dee Dee e Daniel Rey

15 I Believe In Miracles – Brain Drain – Dee Dee e Daniel Rey

16 The KKK Took My Baby Away– Pleasant Dreams – Joey

17 Pet Sematary – Brain Drain – Dee Dee e Daniel Rey

18 Chinese Rocks – End Of The Century – Dee Dee e Richard Hell

19 I Wanna Be Sedated – Road To Ruin – Joey

20 I Don’t Wanna Walk Around With You – Ramones – Dee Dee

21 Today Your Love, Tomorrow The World – Ramones – Ramones

22 Pinhead – Leave Home – Dee Dee

Encore #1 – Michale Acoustic

23 Scream! – Famous Monsters – Misfits

24 Saturday Night – Famous Monsters – Michale Graves (Misfits)

25 Descending Angel – Famous Monsters – Misfits e Daniel Rey

Encore #2

26 Dig Up Her Bones – American Psycho – Misfits

27 When We Were Angels – composição atual – Marky Ramone e Michale Graves (Marky Ramone’s Blitzkrieg)

28 I Just Wanna Have Something To Do – Road To Ruin – Joey

29 Cretin Hop – Rocket To Russia – Tommy, Johnny e Dee Dee

30 Ramones – Greatest Hits Live! – Motörhead

Encore #3

31 Have You Ever Seen The Rain? – Acid Eaters – John Fogerty (Creedence Clearwater Revival)

32 What A Wonderful World – Don’t Worry About Me (Joey Ramone) – Bob Thiele e George David Weiss

33 Blitzkrieg Bop – Ramones – Tommy e Dee Dee

Vince Neil no Brasil!!!

Posted in Shows with tags , , , on February 23, 2010 by gabrielpalmaguitar

Estou agora em São Paulo para assistir ao show de Vince Neil, vocalista do Mötley Crüe, que acontecerá no sábado, 27 de fevereiro, às 19 horas, no Carioca Club. Como o show deve acabar cedo, devo ir ao After Show no Manifesto Bar, onde vão tocar as bandas Mötley Screw (Mötley Crüe cover) e Bastardz.

Esta é a primeira vinda de Vince Neil ao Brasil, que nunca veio aqui com o Mötley Crüe. O mais próximo que eles chegaram foi da Argentina, em 2008, na turnê de Saints Of Los Angeles.

Carioca Club

O Carioca Club é uma tradicional casa de samba que já recebeu bandas de rock, como o Primal Scream em 2009, e como agradou os fãs, abriu espaço para outros artistas.

Banda de Vince Neil

Quem vai tocar com Vince Neil é a banda de Slaughter: Dana Strum, no baixo, Jeff Blando, na guitarra, e Zoltan Chaney, na bateria.

Trabalho atual

Vince Neil está atualmente trabalhando em seu próximo disco solo, Tattoos And Tequila, e em uma autobiografia, que conta com a ajuda do escritor Mike Sager da revista Esquire.

Vince Neil e Tommy Lee, ambos do Mötley Crüe, infelizmente não é dessa vez que a banda toda vem

O grande guitarrista Steve Stevens, virtuosismo e sensibilidade pop na dose certa

Posted in Perfil with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on January 26, 2010 by gabrielpalmaguitar

Steve Stevens nasceu Steven Schneider, em 5 de maio de 1959, no bairro do Brooklyn, em Nova York e formou-se em música, com especialização em guitarra, na renomada escola Fiorello H. LaGuardia School Of Performing Arts (NYC) em 1977. Dois anos depois, integrou sua primeira banda profissional – One Hand Clap, apresentando-se nos clubes de Long Island e, mais tarde, a Fine Malibus da cidade de Nova York. Jimmy Miller, produtor dos primeiros álbuns dos Rolling Stones, gostou do grupo e decidiu levá-los para o estúdio Compass Point, em Nassau, Bahamas. O disco, entretanto, nunca foi lançado, o que levou o guitarrista a deixar a banda. A primeira gravação a chegar no mercado ocorreu em 1981, quando participou do disco solo Let Me Rock, de Peter Criss, ex-baterista do Kiss, que incluiu uma composição de Stevens – First Day In The Rain.

No mesmo ano, Ric Aliberte, empresário do Fine Malibus, apresentou Stevens a Billy Idol, que havia deixado a Inglaterra por Nova York, e negociou a participação do guitarrista na banda de Idol. A combinação do punk de Idol com o hard rock de Stevens, a dance music e a produção musical de Keith Forsey, deu muito certo: levou esses três ao sucesso e, com o benefício do fenômeno MTV, transformou Idol em superstar.

Nessa fase Stevens gravou com Idol três discos em que compôs e tocou, não só guitarra mas também teclados e sintetizadores. O título Billy Idol (1981) atingiu Disco de Ouro em 1983 e Rebel Yell (1983) chegou ao sexto lugar no US Billboard 200. Foi na música título desse disco em que Stevens registrou pela primeira vez seu famoso efeito ray gun, criado por acidente quando, ao brincar com um pedal de delay novo, descobriu que ele gerava uma oscilação que chamou de ray gun em referência ao barulho emitido pelas armas laser dos filmes de ficção científica, uma paixão do guitarrista.

Mais tarde, Stevens desenvolveria a tecnologia para incorporar o efeito a uma guitarra Hamer assinada por ele. Ainda em Rebel Yell, Stevens aplicou outra técnica que se tornou também sua marca, que é tocar simultaneamente as cordas graves e as agudas da guitarra, utilizando a palheta para as cordas graves e os dedos médio e anelar da mão direita para puxar as cordas agudas (Mi e Si). Ele emprega a mesma técnica na música Dementia do disco Flamenco.A.Go.Go (1999).

Introdução de Rebel Yell

Trecho de Dementia

Continuação de Dementia

Para Stevens, foi apenas com o single Eyes Without A Face, lançado em maio de 1984, que a dupla realmente atingiu o sucesso. Do terceiro disco, Whiplash Smile (1986), saíram três singles – To Be A Lover, Sweet Sixteen e Don’t Need A Gun – tendo o primeiro chegado ao sexto lugar do Billboard nos Estados Unidos. Seja pelas diferenças musicais entre Idol e Stevens ou por ciúmes do primeiro em relação ao destaque que o segundo começou a ganhar, os dois músicos se separaram por vários anos.

Hamer SS-1

Hamer SS-2

Na época com Billy Idol, Stevens usou principalmente a guitarra Hamer. A fábrica criou um modelo especialmente para ele em 1984, o Steve Stevens I (SS-1), com corpo talhado em mogno hondurenho (madeira valorizada por seu timbre e ressonância), uma ponte Floyd Rose, um captador humbucker e dois single coil. A base para esse instrumento foi a Gibson Les Paul Jr. (modelo usado por Pete Townshend, do The Who, e Billy Joe Armstrong, do Green Day) e a Jackson/Charvel “Glow”, que mais tarde foi o ponto de partida para o desenvolvimento das Washburn assinadas por ele. Na carreira solo voltou a usar também a Gibson Les Paul, geralmente com acabamento preto brilhante.

Em 1987, Stevens chamou a atenção de outro astro pop, Michael Jackson, que o convidou para tocar a música Dirty Diana no álbum Bad. No clipe dessa música, Stevens usa a Hamer SS-3 que tem luzes que pulsam em sincronia com o efeito ray gun. Stevens desenvolveu essa tecnologia na sua Hamer SS-2, que pode ser vista na apresentação do Live AID, quando toca Revolution, dos Beatles, com os Thompson Twins e Madonna.

Ainda em 1987, Stevens ganhou um Grammy na categoria Pop Instrumental Performance pela colaboração com o tecladista Harold Faltermeyer na música Top Gun Anthem, da trilha sonora de Top Gun – Ases Indomáveis, que permanece no número 1 do The Billboard Top Pop Albums durante 5 semanas.

Em 1989, lançou seu primeiro álbum solo, Atomic Playboys, bem recebido pela crítica especializada. Em 1991, criou com Michael Monroe, ex-vocalista do Hanoi Rocks, a banda Jerusalem Slim e gravou CD com o mesmo nome, lançado no Japão. A banda, entretanto, não vingou.

Em 1993, Stevens trabalhou com a fábrica de guitarras Washburn para criação das guitarras Steve Stevens Signature Series. Foram feitas três versões: duas produzidas no atelier de Chicago, dedicado à construção de instrumentos personalizados – a SS80 e a mais rara SS100 – e a terceira, SS40, fabricada em grande escala na Coréia. Nesses instrumentos os captadores são angulados, fazendo referência a Jimi Hendrix, que invertia a posição da guitarra construída para destro, adaptando-a à sua condição de canhoto. A SS80 e a SS100 trazem os captadores Seymour Duncan JB Trembucker. O modelo principal da SS100 tem no corpo glow-in-the-dark uma aerografia de Steve Driscoll com a imagem do Frankenstein encarnado no cinema por Boris Karlof.

Stevens desenvolveu também o modelo Barbarella da SS100, com o efeito ray gun e a luz que pisca. O trabalho de pintura de Jim O’ Connor incorpora um dos pôsteres do filme da heroína criada por Jean-Claude Forest.

Stevens acabou ficando só um ano com Washburn. Sua saída foi atribuída extra-oficialmente à sua exigência em acompanhar o controle de qualidade dos instrumentos que levavam sua assinatura, o que não era possível com instrumentos construídos fora dos Estados Unidos, como era o caso da SS40.

Em 1992, o vocalista Vince Neil, que acabara de deixar o Mötley Crüe, entrou no estúdio para gravar a música You’re Invited (But Your Friend Can’t Come) para a trilha do filme Encino Man (Homem da Califórnia). No ano seguinte, Neil fechou um contrato de 4 milhões de dólares com a Warner Bros. para a produção do disco Exposed e novamente convidou Stevens, que gravou as guitarras e o baixo. Exposed chegou à décima terceira posição do Billboard americano. Stevens viajou em turnê com Neil para lançar o CD, abrindo para Eddie Van Halen, que o introduziu à guitarra Ernie Ball Music Man EVH.

Em 1994, Stevens teve uma breve reunião com Billy Idol para gravar a música Speed para a trilha sonora do filme homônimo (Velocidade Máxima).

Em 1997, Stevens se juntou com o baixista Tony Levin (da banda de Peter Gabriel e do King Crimson) e com o baterista Terry Bozzio (do grupo de Frank Zappa) no projeto Bozzio Levin Stevens e gravaram o disco instrumental Black Light Syndrome. Esse CD mostra a versatilidade de Stevens para tocar em vários estilos além do rock, sendo o flamenco um favorito do guitarrista.

Stevens e Billy Idol se reuniram novamente em 1999 para turnês nos Estados Unidos e na Austrália e para gravar os programas Storytellers e Behind The Music para a emissora VH1. Em Storytellers, eles contam a história por trás de cada música antes de tocá-la em versão acústica, à exceção das últimas músicas, que são plugadas. Essa volta foi um sucesso e a parceria com o produtor Keith Forsey dura até hoje, tendo resultado no lançamento de coletâneas e do CD Devil’s Playground, com músicas inéditas em 2005.

A paixão pela música flamenca começou com um dos primeiros professores de Stevens, que era um guitarrista flamenco, e foi reforçada na convivência com o colega com quem tocava no colégio, cujo pai era dono de uma escola da dança espanhola. Também causou impacto a apresentação do guitarrista Paco de Lucia, entretanto Stevens não toca o flamenco tradicional, mas incorpora música eletrônica e outros recursos porque acredita que a música precisa se renovar. Ele já chegou a dizer que sempre sentiu o flamenco como um tipo de heavy metal acelerado para violões.

Em seu segundo álbum solo, Flamenco A Go-Go, lançado em 2000, misturou vários estilos além do flamenco, como rock, dance, new age e música japonesa,  utilizando guitarra flamenca, violões com cordas de nylon, loops de baixo e bateria, samples, sons ambientes, aparelhos midi e muitos efeitos nas guitarras elétricas.

Stevens, também fã de rock progressivo, aprecia a fusão de estilos e gosta de inserir novos elementos em sua música, por isso declara especial interesse em trabalhar com músicos que tem abordagens diferentes da sua, como o artista da música eletrônica Ben Watkins. Com o músico e produtor britânico participou do projeto performático Juno Reactor, gravando dois CDs em que contribuem músicos de diferentes partes do mundo.

Em 2000, Stevens reuniu-se novamente com Levin e Bozzio para gravar o disco Situation Dangerous. E em 2008, lançou seu terceiro disco solo, Memory Crash. Atualmente Stevens usa a guitarra Gibson Les Paul com o captador humbucker Rebel Yell Steve Stevens Signature da fábrica Bare Knuckle Pickups, réplica de um captador antigo da Gibson. Para Stevens, o trunfo desse captador é manter a afinação do seu instrumento. Continua também tocando com seu antigo parceiro Billy Idol e se dedicando a seus projetos solos e a parcerias como o Juno Reactor.